sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Emprego formal tem saldo negativo em outubro pela primeira vez na história


Imagem: Reprodução / Estadão
O saldo de geração de empregos ficou negativo em outubro em 30.283 postos de trabalho formal, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado é o pior para o mês de outubro desde 1999.


É a primeira vez, em meses de outubro, que o Brasil demite mais do que emprega, segundo dados da série histórica, que começou em 1999. O saldo do mês passado é resultado de 1.718.373 admissões e de 1.748.656 demissões. No acumulado do ano até outubro, houve criação líquida de 912.287 vagas formais. Nem o mais pessimista dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, da Agência Estado, esperava um saldo negativo do Caged em outubro.

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A geração de empregos no mês passado ficou bem abaixo do resultado de outubro de 2013, quando houve criação de 94.893 vagas pela série sem ajuste e em 130.865 pela série ajustada. A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando as empregadoras enviam as informações atualizadas para o governo. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, apontou as eleições e a crise hídrica de São Paulo como os principais responsáveis pelo resultado negativo na geração de empregos. De acordo com ele, a campanha eleitoral "muito renhida" e os problemas causados pela seca inibiram investimentos e consumo no País.

Setores. Os setores de construção civil, agricultura e indústria de transformação foram os principais responsáveis pelas demissões verificadas no mês passado. A construção civil apresentou um saldo negativo de 33.556 vagas, a agricultura encerrou 19.624 vagas e a indústria de transformação, 11.849 postos de trabalho. A extrativa mineral fechou 557 vagas. Os serviços industriais de utilidade pública também encerraram vagas, num total de 85.

Por outro lado, o comércio abriu 32.771 vagas e o setor de serviços abriu 2.433 postos de trabalho. A administração pública teve um saldo positivo de 184 vagas. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, comentará os dados em Salvador, na Bahia. Em setembro, o País havia tido a menor geração de empregos formais para o mês desde 2001. 

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Laís Alegretti e Tiago Décimo 
O Estado de S. Paulo
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