terça-feira, 4 de novembro de 2014

Resolução do PT escancara intenções totalitárias do partido e ofende brasileiros, diz Constantino


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O Diretório Nacional do PT divulgou uma Resolução Política após a reeleição de Dilma, que vem causando intensa polêmica. Em sua coluna da revista Veja, Rodrigo Constantino comenta os termos da Resolução e faz duras críticas ao partido. Para Constantino, o PT resolveu partir para o "tudo ou nada" e finalmente escancarou intenções hegemônicas e totalitárias. 
Leia abaixo a íntegra do texto de Constantino:

O PT ficou mais ousado com a vitória apertada de Dilma, justamente por ter sido tão apertada e colocar em risco o projeto totalitário do partido, e resolveu partir para o “tudo ou nada”, escancarando suas intenções hegemônicas e autoritárias.
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Na Resolução Política divulgada pelo diretório nacional do PT, consta uma mensagem de ódio aos 51 milhões de eleitores de Aécio Neves, e uma convocação da militância para intensificar a “revolução cultural” proposta por Gramsci, aquela que não tolera divergências. Diz o comunicado:
Vencemos graças à consciência política de importantes parcelas de nosso povo, da mobilização da antiga e da nova militância de esquerda, da participação de partidos de esquerda e da dedicação e liderança do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. Nossa candidata soube conduzir a campanha com firmeza e sem recuos, mesmo nos momentos mais difíceis. O enfrentamento com o adversário em debates comprovou o preparo e a diferença da nossa presidenta para vencer os desafios da atual conjuntura. 
O que os petistas chamam de “firmeza” nós chamamos de campanha de ódio, de máquina de difamação, de mentiras, de abuso da máquina estatal, de calúnias e terrorismo eleitoral. O enfrentamento mostrou uma presidente incapaz de apresentar propostas, de responder perguntas, de sequer formular sentenças com começo, meio e fim e elo lógico entre eles. A diferença foi mesmo a compra de votos, a alienação, e o terrorismo eleitoral.
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A oposição, encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar. 
Os petistas aprenderam com Lenin: acuse os adversários do que são. Então o tucano incorreu nas piores práticas políticas, e não o PT? Quem mesmo fez vídeos mostrando a comida desaparecendo da mesa dos pobres se os “lacaios dos banqueiros” vencessem e subissem os juros, apenas para subir os juros três dias após a eleição? Quem acusou o adversário de “playboy”, “filhinho de papai”, “agressor de mulheres” e “cheirador de pó”?
O PT está acusando 51 milhões de brasileiros, cansados dessa roubalheira, dessas práticas nefastas, desse autoritarismo, dessa mentira, de tudo aquilo que o próprio partido representa. Racismo é defender a segregação do povo miscigenado com base na “raça”. Preconceito é chamar os paulistas de “mesquinhos”, sendo eles os responsáveis por quase 30% do PIB nacional. Ódio é o que o PT dissemina o tempo todo, criando um ambiente de “nós contra eles”.
Acusar Aécio e seus eleitores de terem nostalgia do regime militar não é mais calúnia apenas, é demonstrar que o PT não tem mais apreço algum pela verdade, que se transformou em um ajuntamento mafioso disposto a tudo pelo poder. Falar em ditadura ao lado de Fidel Castro, o mais cruel e longevo ditador do continente, é piada de muito mau gosto.
Goebbels seria um mero aprendiz perto desses petistas. Não é mais possível alguém minimamente decente defender o PT. Só restaram mesmo os caudilhos, os coronéis nordestinos, os artistas engajados, os sócios do butim.
Para afastar as manobras golpistas e assegurar à presidenta Dilma um segundo mandato ainda melhor que o primeiro, o processo de balanço das eleições — que este documento abre mas não encerra — deve apontar para iniciativas de curto, médio e longo prazo, que dizem respeito, inclusive, ao desempenho e funcionamento do PT. Os textos apresentados como contribuição ao balanço devem ser amplamente divulgados no site do partido, até a próxima reunião do Diretório Nacional. 
Cabe, desde já, analisar os resultados das eleições estaduais, majoritárias e proporcionais; o comportamento das classes e setores sociais na campanha; o papel dos movimentos sociais; a atuação dos partidos políticos, inclusive a dos aliados; a movimentação do campo democrático-popular; a batalha da cultura e da comunicação; a mídia e as redes sociais — enfim, variáveis importantes não apenas para avaliar o resultado eleitoral, mas, sobretudo, para construir uma estratégia e um novo padrão de organização-atuação, necessários para seguir governando, indispensáveis para continuar transformando o Brasil. 
Acusar aqueles que exigem auditoria nas urnas eletrônicas de “golpistas” é se colocar diante de um espelho: golpistas são aqueles que flertam com os regimes chavistas bolivarianos, e que destroem a democracia de dentro. Mas o PT convoca sua militância paga com recursos públicos para espalhar pelas redes sociais textos mentirosos, para criar a imagem de que os defensores da democracia são os “golpistas”. É muita inversão mesmo.
É urgente construir hegemonia na sociedade, promover reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a democratização da mídia. Para tanto, antes de tudo é preciso dialogar com o povo, condição vital para um partido de trabalhadores. [...]
As eleições de 2014 reafirmaram a validade de uma ideia que vem desde os anos 1980: para transformar o Brasil, é preciso combinar ação institucional, mobilização social e revolução cultural. 

Hegemonia: o PT não admite o contraditório, jamais conviveu pacificamente com a pluralidade, com as divergências. Pretende o pensamento hegemônico, único, totalitário. É uma seita ideológica, não um partido político. Não pretende representar uma parcela da população e conviver democraticamente com os conflitos dos diferentes grupos de interesse e ideologia, mas sim dominar tudo, destruir qualquer opinião contrária.
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Fala abertamente em “revolução cultural”, proposta por Gramsci para destruir a democracia de dentro, controlando a cultura para dispensar as armas. E claro, para atingir tal objetivo totalitário, deve colocar a mídia independente de joelhos, asfixiar a liberdade de imprensa. É o grande projeto petista para o segundo mandato de Dilma. É o que enxerga como necessário para transformar nosso país em uma Venezuela:
Reafirmar o compromisso do PT com a seguinte plataforma:
a) a reforma política, precedida de um plebiscito, através de uma Constituinte exclusiva;
b) democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática;
c) democracia representativa, democracia direta e democracia participativa, para que a mobilização e luta social influenciem a ação dos governos, das bancadas e dos partidos políticos. 

Passos claramente chavistas, golpistas, que visam a superar os obstáculos presentes em uma democracia representativa com liberdade de imprensa. O PT declara guerra aos defensores de uma democracia liberal com limites constitucionais ao poder Executivo. Quer manipular o “povo”, por meio de seus agentes infiltrados nos “movimentos sociais”, para não precisar mais lidar democraticamente com 51 milhões de brasileiros representados pela oposição.
Depois de tudo que o PT já escancarou sobre seus objetivos, só defende o partido quem acha Cuba um paraíso e a Venezuela uma maravilha a caminho do paraíso. Ou seja, somente alienados ou defensores de tiranias assassinas.

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Luciana Camargo
Editado por Folha Política
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