quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Relator da CPI volta atrás e descobre que houve prejuízo na compra de Pasadena


Imagem: Agência Brasil
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) Mista da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS) listou, em sessão nesta quarta-feira (17) uma série de alterações que modificam algumas das principais conclusões no relatório final da comissão, divulgado há uma semana. Na sessão de hoje da CPI, o relatório final será votado pelos deputados.


A principal mudança no relatório está a conclusão de que a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, causou prejuízo aos cofres públicos. Na versão anterior do texto, concluía-se, com vasta argumentação, de que a compra de Pasadena não provocou prejuízo e que o relatório feito pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que também apontava perdas na transação, tinha falhas.

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Segundo o relator, a alteração foi feita após ele ter recebido, na noite de ontem (16), um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) confirmado o prejuízo na compra da refinaria. O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, já tinha afirmado, em entrevista ao "Fantástico", no domingo (14), que a compra de Pasadena provocou prejuízo e que ele pediria a responsabilização dos envolvidos.

Marco Maia também afirmou que, ao contrário do que foi veiculado pela imprensa e explorado pela oposição, o relatório da CPI pede o indiciamento de 52 suspeitos pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, entre outros. O deputado disse que consultou o jurista Fabio Medina Osório.

O relator disse ainda que houve um erro de interpretação na leitura do relatório e que não era necessário ter a palavra indiciamento para responsabilizar os 52. Marco Maia afirmou ainda que grande parte deles já foi indiciado e até denunciado pelas suspeitas, o que tornaria desnecessário repetir o indiciamento.

"É desprovida a informação de que não houve indiciamento em decorrência da palavra indiciamento e a individualização das condutas", afirmou Maia.

Além dos indiciados, o relatório final pede a investigação de 17 empresas suspeitas de envolvimento no esquema. Três grupos privados, no entanto, foram excluídos da versão anterior. São eles a Astromarítima Navegação S.A., a Hope Recursos Humanos e a Gandra Brokerage.

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Editado por Folha Política
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