quinta-feira, 30 de abril de 2015

Universitários recebem do PT R$2 mil por 3 horas de trabalho para "combater a direita", desconstruir e atacar opositores


Imagem: Reprodução / IstoÉ
Uma reportagem da revista IstoÉ, de novembro de 2014, voltou a circular entre internautas após a decisão do Congresso de triplicar as verbas públicas para partidos políticos. A reportagem, escrita por Izabelle Torres, mostra que o Partido dos Trabalhadores emprega universitários na chamada "guerrilha virtual". Os universitários recebem em média R$ 2 mil reais para  defender as ações do governo, neutralizar críticas e atacar adversários.

Leia abaixo trecho da reportagem da IstoÉ: 

A estrutura de redes sociais montada na campanha pelo ex-ministro Franklin Martins e sua equipe, baseada na desconstrução e em ataques pessoais a Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), será mantida pelo governo Dilma Rousseff. Na última semana, o PT decidiu que continuará bancando a maior parte da tropa que mobilizou durante a acirrada disputa eleitoral. Das duas mil pessoas contratadas e treinadas pelo PT entre julho e outubro deste ano, o partido pretende manter pelo menos mil dos chamados guerrilheiros virtuais, entre remunerados e voluntários. O serviço custará aos cofres do partido cerca de R$ 200 mil por mês.
Leia também: 


O site oficial da campanha, Muda Mais, criado por Franklin e que chegou a ser questionado na Justiça Eleitoral pelo PSDB, dará lugar a uma espécie de agência de notícias, chamada Brasil da Mudança, coordenada por ele. O conteúdo será semelhante e o objetivo é elogiar o PT e as realizações do segundo mandato e combater com argumentos toda sorte de críticas feitas ao governo nas redes sociais, não deixando sem resposta publicações contrárias a Dilma Rousseff. A nova página está sendo feita em parceria com o Instituto Lula.
Para entender como funciona essa estrutura de combate nas redes sociais, ISTOÉ conversou com dois guerrilheiros virtuais. Os jovens ainda estão na faculdade e participaram do treinamento feito pelo partido antes da campanha. Ambos entraram no grupo porque tinham, segundo eles, o objetivo de “combater a direita”. Não eram petistas declarados, mas agora dedicam de duas a três horas do dia para postar comentários atacando jornalistas e blogueiros que se manifestam contra o governo. “Será que é possível não dizer meu nome? Minha mãe não sabe que faço isso”, disse um deles, de 21 anos, estudante de tecnologia da informação. Cada um ganha em média R$ 2 mil.

Leia também: 
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...