sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ministério Público pede condenação de Cerveró por lavagem de dinheiro


Imagem: Vagner Rosario/Futura Press
O Ministério Público Federal pediu a condenação para o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró por lavagem de dinheiro.

O ex-diretor responde a dois processos na Justiça Federal do Paraná. O pedido de condenação foi protocolado ontem (14) nas alegações finais desses processos. Ele sempre negou participação no esquema.


Cerveró está preso em Curitiba por suspeita de ter recebido propina de empreiteiros envolvidos no esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato. Ele também é investigado por ter recebido recursos indevidos pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, efetuada pela Petrobras em 2006.

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No pedido de condenação, os procuradores alegaram que Cerveró apresenta enriquecimento ilícito e "ganância injustificável".

"As suas ações foram movidas em busca de enriquecimento fácil e pela ganância injustificável, já que possuía renda mensal de aproximadamente R$ 110 mil, muito acima da média do brasileiro, excelente emprego, previdência garantida e conjunto de patrimônio confortável", afirma o documento.

A Procuradoria também afirmou que recursos irregulares pagos ao ex-diretor no esquema foram enviados por meio de off-shores localizadas no Uruguai e na Suíça, que seriam empresas de fachada.

Além da condenação por lavagem de dinheiro, o Ministério Público pede que Cerveró seja multado em cerca de R$ 2,5 milhões e que seu imóvel de luxo localizado no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, passe a pertencer à União. 

O Ministério Público argumenta que a compra do imóvel foi efetuada com recursos que estavam no exterior e foram repatriados ao país por uma empresa de fachada chamada Jolmey em uma operação ilegal.

Em outra ação, Cerveró responde por pelo crime de corrupção contra o sistema financeiro. O doleiro Alberto Youssef e o empresário Júlio Camargo, da Toyo Setal, e o empresário Fernando Soares, o Baiano, também respondem ao mesmo processo.

Eles são acusados pelo Ministério Público de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Para a Procuradoria, Baiano era representante de Cerveró no esquema, ele é apontado como o operador do PMDB na Lava Jato. 

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Editado por Folha Política
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