segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Eike subverte o dito popular: agora, 'bandido bom é bandido delatando'


Imagem: Reprodução / Globonews
O empresário Eike Batista foi preso hoje ao retornar ao Brasil. Já com os cabelos raspados, foi transferido para o presídio de Bangu 9, e o Brasil está em polvorosa questionando a possibilidade de que ele faça uma delação premiada. Eike Batista teve um crescimento vertiginoso durante a era petista, tendo intenso trânsito junto aos dois ex-presidentes Lula e Dilma, que o elogiavam e o consideravam um "modelo".  Também durante a era petista, Eike teve acesso quase ilimitado a recursos do BNDES. 


O site Ceticismo Político comenta que o caso de Eike mostra uma mudança na retórica: com o avanço das investigações de corrupção, agora deseja-se que os bandidos delatem e arrastem consigo seus colegas de maracutaias. 

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Leia abaixo o texto do Ceticismo Político: 

Como já foi dito por aqui na semana passada, Eike Batista é símbolo de uma era de capitalismo de compadrio, aquele sistema em que vivemos, no qual empresários se aliam a governos corruptos para enriquecer e, em troca, ajudar a financiar projetos totalitários. Contudo, o empresário em questão terá alguma utilidade retórica.
Uma notícia informando que Eike tem medo de sofrer queima de arquivo na cadeia, em vista do fato de ter inimigos demais e também porque ficará em uma cela comum, fez com que internautas reagissem mudando um conhecido jargão popular, aquele que diz “bandido bom é bandido morto”. Agora, o novo jargão é “bandido bom é bandido delatando”, pois certamente gente como Sérgio Cabral, Eike Batista e outros têm mesmo muito a delatar.
A propósito, é bom que o empresário não pegue nenhum avião. Pessoas ligadas ao PT costumam ter um azar danado!

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Luciana Camargo
Folha Política
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