domingo, 17 de junho de 2018

Em lançamento de pré-candidatura, Márcia Tiburi diz entrou para o PT 'na contramão da história'


Imagem: Reprodução
A filósofa Márcia Tiburi lançou sua pré-candidatura ao governo do Rio pelo PT, neste domingo (17), com um discurso que exaltou o partido para o qual entrou no início de março. Márcia, que era filiada ao PSOL desde 2013, afirmou que se juntou ao PT por uma questão de "gratidão" e "na contramão da história", em evento no diretório Estadual do PT.

A filósofa também falou que há uma "tentativa de transformar o PT na metáfora do mal brasileiro". "Podemos sempre refazer os nossos caminhos e ter posicionamentos mais condizentes com a nossa própria história. Foi por esse aspecto da gratidão com o PT que eu resolvi me filiar, na contramão da história e na contramão dessa conspurcação e dessa tentativa de transformar o PT na metáfora do mal brasileiro", disse.

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É a primeira vez que Márcia irá disputar um cargo político. A filósofa entrou no lugar do ex-ministro Celso Amorim, que teria declinado da função após especulações sobre o ex-chanceler ser cogitado como possível "plano B" petista para substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na candidatura à Presidência.

A pré-candidata também afirmou que, como professora de filosofia, quer ir "em busca da verdade", fazendo referências à prisão, a seu ver injusta, do ex-presidente Lula. Nos bastidores do PSOL, comenta-se que a saída de Márcia do partido e a ida para o PT foi em grande parte pela sua enfática defesa ao ex-presidente.

"Nunca fui candidata, mas tenho certeza de que todo cidadão comum está com vontade de sair da sua zona de conforto", disse. "O PT é o maior partido do Brasil e tem uma consistência teórica que faz sentido, que agrega e que coloca em cena a diversidade da população brasileira", defendeu.

A chapa também lançou Edson Santos, ex-deputado federal e ex-ministro da Secretaria Especial da Igualdade Racial de Lula, como coordenador do programa de governo. O presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, disse que a pré-candidatura de Márcia foi uma unanimidade no partido. "Vamos para a polarização da disputa no Rio de Janeiro com um nome novo, que vai colocar o PT no centro da disputa e garantir um palanque potente para Lula no Estado", justificou.

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Constança Resende
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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