sábado, 28 de julho de 2018

Candidata do PSOL ao governo de SP propõe trocar nome do Palácio dos Bandeirantes


Imagem: Karime Xavier / Folhapress
Com uma chapa majoritária formada apenas por professores, o PSOL lançou em convenção neste sábado (28) a ex-diretora da Faculdade de Educação da USP Lisete Arelaro, 73, ao governo de São Paulo.

Em meio a críticas aos governos do PSDB no estado, a professora Lisete, como é chamada, apresentou promessas de gestão como tarifa zero aos domingos no transporte público estadual e reposição salarial aos professores. 

Também disse que, se eleita, nem ela nem seu vice, Maurício Costa, morariam no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

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Segundo a candidata, o local passaria a ser um centro de formação popular e seria renomeado para Casa dos Povos – Universidade Popular Paulo Freire.

“Nós entendemos que é injusto elogiarmos tanto os bandeirantes pelo o que eles fizeram ao Brasil. Primeiro, eles mataram os índios sem dó nem piedade. E, segundo, eles roubaram o nosso ouro e não foi pouco”, afirmou, em entrevista após a convenção.

“Achamos que Casa dos Povos deveria ser o nome de um governo que se pretenda estimulante da participação popular. Hoje, é muito difícil alguém chegar no Palácio dos Bandeirantes. Chamando Casa dos Povos, mas principalmente ali sendo um centro de formação, certamente diferentes segmentos sociais poderão visitá-lo com regularidade.”

No evento, que aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo, ainda foram lançados dois candidatos ao Senado pelo partido: os professores Daniel Cara e Silvia Ferraro. Seus suplentes também são da área de educação.

Silvia reforçou que a sede do governo deve se abrir a representantes da população e mudar de nome. “Não teve uma greve em que nós não fomos recepcionados com cavalaria e com canil no Palácio dos Bandeirantes”, afirmou durante seu discurso.

Lisete afirma que foi “uma boa coincidência” a formação de uma chapa ligada ao mesmo setor. “Educação é o carro-chefe do nosso governo, mas também é uma feliz coincidência porque cada um de nós representa uma história no partido, uma história de vida, não só na educação, mas em diferentes movimentos sociais”, disse.

Em seu discurso, de aproximadamente 25 minutos, ela afirmou que pretende reativar salas de aula noturnas que foram fechadas nos últimos anos pelo governo. 

Também disse que terminaria obras que foram paralisadas ou têm andado com lentidão no governo Alckmin, sobretudo na área de transporte.

Em viagem, o candidato a presidente pelo PSOL, Guilherme Boulos, não participou do lançamento da candidatura, mas enviou um vídeo com uma mensagem à professora.

"O PSDB, que tanto mal fez pela educação de São Paulo, com fechamento de escola, roubo de merendas e congelamento de salário de professor, vai ter uma professora e um professor na chapa ao governo do estado enfrentando e denunciando isso", disse Boulos.

No estado, o PSOL é coligado apenas com o PCB.

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José Marques
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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