sábado, 4 de agosto de 2018

'A cúpula do PT está em uma viagem lisérgica', diz Ciro Gomes ao reiterar que não quer ser vice


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Enquanto petistas dizem que o ex-presidente Lula ainda tem esperança de fechar acordo com o PDT rumo a uma coalizão de esquerda, Ciro Gomes jogou mais uma pá de cal sobre a possível aliança em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo neste sábado (4).

“A cúpula do PT está numa viagem lisérgica. Com dor no coração, não espero mais nada do Partido dos Trabalhadores agora”, disse.

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“O PT tem se comportado de um jeito estranho, para dizer o mínimo. Ao invés de apontar energia para o Brasil, só escolhe brigar. E escolheram logo a mim. O interesse do PT passa longe do interesse público. Parte da tragédia que o país está vivendo, devemos a esse comportamento estranho do partido”, atacou durante a convenção do PDT na cidade de Serra (ES).

Ciro garantiu, portanto, que “Não há a menor chance, nenhuma chance, nem a mais remota chance de desertar da tarefa” de ser candidato à Presidência.

Ainda sem alianças para compor sua chapa, o candidato disse que “estão acontecendo transações tenebrosas, dando rasteiras daqui, de lá”.

Sobre PCdoB, que já recebeu sinalização petista para que Manuela D'Ávila seja vice na candidatura de Lula, e PSB, que também já deu aperto de mãos aos petistas, afirmou: “Eu não estou acreditando que o PSB tomará essa decisão.

"Com Manu, estou conversando desde sempre, mas não posso oferecer a vice a uma pessoa que também é candidata. Eu sou delicado. Até porque eu também me sinto insultado quando sou envolvido em fuxico de ser vice de alguém”, falou, ao lado do ex-governador Renato Casagrande, do PSB, que garante fazer palanque para Ciro no Espírito Santo, contrariando o acordo nacional dos socialistas.

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Lucas Rezende
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede 
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