sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Após debate morno, estrategistas de Alckmin defendem confrontar Bolsonaro na campanha da TV


Imagem: Reprodução / Veja
O primeiro debate presidencial na TV dividiu opiniões entre as campanhas dos principais candidatos, mas servirá de "termômetro" para "calibrar" a estratégia no horário eleitoral de Geraldo Alckmin, por exemplo.

Aliados de Alckmin admitem que foi calculada a estratégia do tucano de evitar o confronto direto com Jair Bolsonaro, considerado o principal adversário nesta primeira fase.

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O tucano aposta no farto tempo de TV para "desconstruir" o adversário. De preferência, afirmam, nas peças em que Alckmin não apareça – os chamados "spots" (rápidas inserções de propaganda televisiva).

A avaliação do QG tucano é a de que o eleitor tende a desconfiar da crítica ou ataque quando parte da boca de um político tradicional.

Isso seria especialmente negativo no momento em que o PSDB está desgastado devido às denúncias de corrupção envolvendo seus principais líderes.

Avaliam, inclusive, que o candidato do Patriota, Cabo Daciolo, lembrou, na sintonia com Bolsonaro, a dobradinha que Aécio Neves (PSDB) fez com Pastor Everaldo (PSC) em 2014. Naquela ocasião, o candidato do PSC fazia perguntas para ajudar o tucano. Nas palavras de um assessor tucano, "levantava para Aécio cortar".

Por isso, a campanha de Alckmin avalia a melhor estratégia na TV para desidratar o adversário do PSL. Diz um aliado do tucano: "Alckmin ontem foi Alckmin. Excessivamente técnico. Se no debate foi pouco confronto, na propaganda pode haver mais".

A campanha tucana admite que Ciro Gomes (PDT) foi "claro" no debate. E que, se tivesse falado mais, teria "dado trabalho". A avaliação de que falou pouco é uma das principais queixas de aliados do ex-governador do Ceará.

A vice de Ciro, senadora Katia Abreu, disse ao blog: "Não deixaram Ciro falar propositadamente. Entre a palavra inicial e a segunda vez que falou deu uma hora e 15 minutos. Ele é o mais objetivo", defendeu a aliada.

Sobre Bolsonaro, as principais campanhas avaliam que o candidato se preparou e diminuiu o tom em comparação com outras falas públicas, como a entrevista ao Roda Viva, e que ele se beneficiou com o "fator cabo Daciolo".

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Andréia Sadi
Blog da Andréia Sadi
Editado por Política na Rede
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