sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Boulos diz que, se eleito, concederá perdão de pena ao ex-presidente Lula


Imagem: Reprodução
O candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, disse quinta-feira (16) que, se for eleito, concederá perdão de pena, o chamado indulto penal, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A declaração foi dada à Record que, durante as próximas três semanas, realizará entrevistas com os principais candidatos à Presidência. Boulos foi o segundo sabatinado. Na última terça (14), Jair Bolsonaro (PSL) foi entrevistado. Nesta quarta (15), o candidato do Patriota, Cabo Daciolo, não compareceu à entrevista.

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"O indulto [...] é algo que está previsto na Constituição brasileira, em várias constituições do mundo, para corrigir erros da Justiça. Vamos dar o exemplo: nos Estados Unidos, alguém que está no corredor da morte, e se descobre que ele foi condenado injustamente, o presidente pode ir lá e dar o indulto e liberá-lo. O caso do ex-presidente Lula, do meu ponto de vista, é o caso de uma condenação injusta. Então, sim, daria o indulto", disse Boulos ao ser questionado sobre o assunto.

De acordo com o candidato do PSOL, Lula foi condenado com base em "delações sem provas" com a intenção de retirá-lo do processo eleitoral. Ainda de acordo com Guilherme Boulos, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância judicial, não foi "isento" ao tratar o processo do ex-presidente.

Ao justificar a opinião, Boulos disse que, enquanto Lula está preso, outros investigados por corrupção na Operação Lava Jato e em outras operações, como o presidente Michel Temer (MDB-SP) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), estão soltos. Tanto Temer quanto Aécio negam as acusações de corrupção imputadas a eles.

"Em relação à Operação Lava Jato, um último ponto. Isso não pode ser feito com partidarização. Houve [partidarização], sem dúvida alguma. Eu acho que [o juiz Sérgio Moro] não foi isento. A forma como ele condenou o ex-presidente Lula, com base apenas em delações sem provas, para retirá-lo do processo eleitoral, e você ter hoje o Lula preso em Curitiba sem apresentação de nenhuma prova ao país", ressaltou.

"Aécio no Senado, Temer no Planalto, Lula na cadeia. Vocês acham que isso é isenção?", questionou Boulos. Ele concluiu o assunto dizendo que "ajudaria a botar na cadeia quem deveria estar lá e não está".

'Privilégios'

Durante a entrevista, Guilherme Boulos também falou sobre algumas das propostas para combater a crise econômica do país.

Ao defender investimentos do Estado para solucionar a crise, o candidato defendeu o corte de "privilégios" para fazer com que o dinheiro "chegue onde deve".

"O ajuste fiscal [do governo Temer] gera um novo desajuste. Dinheiro tem, o problema não é cobertor curto não. É que o cobertor só está cobrindo um lado da cama. Como nós vamos fazer? Nós vamos mexer em privilégios. Nós vamos, por exemplo, taxar grandes fortunas, fazer uma reforma tributária no Brasil. Porque veja, quem tem um carro paga IPVA, paga todo começo de ano. Quem tem um jatinho, um helicóptero, um iate, não paga um real de imposto no Brasil. É uma esculhambação. No nosso governo não vai ser assim", disse Boulos.

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G1
Editado por Política na Rede
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