quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Entidades de ensino superior privado pedem mais educação a distância aos candidatos


Imagem: Fábio Motta / Estadão
Entidades de ensino superior privado vão entregar semana que vem aos presidenciáveis um documento com 10 propostas para o setor, que incluem a valorização da educação a distância e a ampliação do ProUni e do Fies.

O texto diz que “as instituições particulares de educação superior contribuem de maneira crucial para o desenvolvimento socioeconômico do país e para a transformação de vidas a partir das oportunidades que se abrem após a conclusão da graduação”.

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Atualmente, 75% das matrículas do ensino superior estão em universidades e faculdades privadas. São 6 milhões do total de 8 milhões de alunos.

A ideia do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, que reúne sete associações, federações e sindicatos, é a de que as propostas ajudem na elaboração dos programas de governo dos candidatos à Presidência.

Sobre o Fies e o ProUni, o documento diz que é “imprescindível a ampliação da oferta dos programas de inclusão social, bem como o uso de critérios mais adequados de modo a garantir sua plena execução, o que não ocorre no momento atual”.

O Fies teve grande expansão durante o governo de Dilma Roussef, mas o número de vagas caiu muito na atual gestão por causa de problemas de inadimplência, entre outros. Os gastos, no entanto, continuam altos, por volta de R$ 20 bilhões.

A educação a distância é vista pelo grupo como “pauta prioritária da política pública educacional brasileira” por ser “fator de capacitação de profissionais e de transformação econômica e social” em um país de dimensões continentais. Hoje, há 1,5 milhão de estudantes nessa modalidade no Brasil.

Em debate com os representantes dos candidatos sobre educação no Cenpec esta semana, alguns deles afirmaram que pretendem rever a graduação a distância para formação de professor porque os cursos não teriam qualidade. Atualmente, há 354 mil estudantes de Pedagogia a distância em instituições privadas, um número maior do que os que estudam presencialmente.

O documento também pede o combate ao analfabetismo, o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE) e a maior participação do setor privado nas discussões das políticas públicas de educação.

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Renata Cafardo
O Estado de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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