quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Investigado por agressão em frente ao Instituto Lula auxilia plano de governo do PT


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Meses após ter sido investigado no episódio de tentativa de assassinato do administrador Carlos Alberto Bettoni, 56, em frente ao Instituto Lula, Paulo Cayres ajuda na formulação da plataforma de trabalho das campanhas do PT em todos os níveis.

No dia 5 de abril, quando foi decretada a prisão do ex-presidente Lula, Bettoni foi violentamente agredido após insultar o senador Lindberg Farias (PT-RJ). Jogado sob um caminhão em movimento, bateu a cabeça no para-choque do veículo e sofreu traumatismo craniano.

Cayres, que aparecia nas imagens tentando chutar Bettoni e caindo na calçada, teve o inquérito arquivado a pedido do promotor Felipe Eduardo Levit Zilberman, por não ter participado diretamente do ataque.

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No PT, o metalúrgico é secretário sindical nacional, função que concilia com a vice-diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e com a presidência da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

Também participou da elaboração da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, manifesto que servirá de base para os planos de governo de candidatos do PT. 

O sindicalista também participou do ato Lula Livre, realizado por artistas no Rio de Janeiro, e da articulação de mobilizações pela defesa do direito do petista de disputar a eleição. 

Em junho, segundo o site oficial do PT, Cayres discursou em prol de Lula no 37º Congresso do UAW (Sindicato dos Metalúrgicos Norte-Americanos), nos EUA. 

“Solidariedade internacional é vital para pressionar as autoridades brasileiras na libertação [...]. O companheiro Lula foi preso sem provas. Foi preso porque distribuiu renda, porque colocou negros e pobres nas universidades e porque acabou com a fome no Brasil”, disse na ocasião.

Em recuperação após uma cirurgia, Cayres não teve autorização médica para viajar a Brasília, onde PT e movimentos sociais organizarão atos para marcar o registro da candidatura de Lula no TSE, nesta quarta (15).

O dirigente disse à Folha, por telefone, que não tem nada a dizer sobre o episódio de agressão. O advogado de Cayres, Vinícius Cascone, afirma que, no dia, o cliente tinha ido ao Instituto para uma reunião. “Houve um corre-corre e aí aconteceu uma série de fatos, as pessoas se agrediram. Foi muito ruim, mas ele não tem nada a ver com o fato. O Paulo é inocente, tanto que não houve denúncia. O próprio Ministério Público reconheceu isso.”

Bettoni ficou por 20 dias na UTI. Em junho, voltou a ser internado após sofrer uma convulsão e permanece afastado do trabalho, segundo a família. Os outros acusados, o ex-vereador de Diadema (SP) Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do PT, e seu filho Leandro Eduardo Marinho, se tornaram réus por tentativa de homicídio e estão presos provisoriamente.

A defesa aguarda o julgamento de um habeas corpus no STJ e de uma audiência sobre o caso, marcada para 29/8. Os réus podem ser levados a júri popular.

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Géssica Brandino
Folha de S. Paulo
Editado por Política na Rede
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