segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Área econômica será foco do governo de transição, afirma Onyx Lorenzoni


Imagem: Reprodução / Veja
A área econômica será o primeiro foco do governo de transição, afirmou o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), cotado para ser ministro-chefe da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PSL), em entrevista à Rádio Eldorado na manhã desta segunda (29). Os nomes da equipe técnica serão definidos ainda esta semana. 

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O presidente eleito deve ir a Brasília na próxima semana para se reunir com a equipe de transição e encontrar parceiros na Câmara. Segundo Lorenzoni, a nova cirurgia, para retirada da bolsa de colostomia, está sendo planejada para as primeiras semanas de dezembro, para que Bolsonaro possa tomar posse já totalmente recuperado. 

O deputado se diz tranquilo com a governabilidade do próximo mandato, pois terão maioria no Congresso. “Já temos mais de 300 deputados que aceitaram colaborar com nossa nova forma de governar. Com a nova Câmara, esse número só vai crescer”, disse ao afirmar que parcerias estão sendo construídas desde outubro do ano passado. "Vamos quebrar o toma lá, dá cá", afirmou, “não haverá loteamento de cargos”.  

Segundo ele, a futura Reforma da Previdência irá separar as despesas com benefícios previdenciários e com assistência social. Além disso, terá de durar um prazo longo e, portanto, maior do que a PEC da Previdência que tramita no Congresso. 

Onyx relatou que não houve nenhuma tratativa para usar proposta da reforma da Previdência do governo Temer. A possibilidade é defendida pela equipe econômica do governo do emedebista, como o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. O deputado federal criticou a baixa durabilidade da reforma que tramita na Câmara dos Deputados. "Não se pode olhar caixa de curto prazo, como na proposta de Temer", disse o futuro chefe da Casa Civil, afirmando que fala apenas em seu nome. "Defendo reforma Previdência que se faça de uma única vez. O atual governo propôs apenas um remendo, mas a reforma tem de ser de longo prazo", disse. 

O futuro ministro da Casa Civil confirmou que Cesare Battisti será extraditado para Itália, assim que as tratativas legais sejam cumpridas. "Já temos homicidas demais no Brasil. Ele tem de voltar para a Itália."

O democrata confirmou ainda que Fernando Haddad (PT) não ligou para parabenizar Bolsonaro pela eleição. Ele também afirmou que, em seu discurso, o presidente eleito referiu-se a todos eleitores do petista e, inclusive, ao adversário ao dizer falar sobre a diversidade do Brasil e de que vai guiar o governo para o bem de todos cidadãos. Bolsonaro fez o discurso da vitória e não citou o nome do adversário. A declaração do presidente eleito foi antes do pronunciamento de Haddad, que também não citou o adversário. 

"Não tenho dúvidas, que em seu discurso, Bolsonaro fez convite para todos", afirmou o deputado federal, acrescentando que "para que o Brasil ganhou a Copa do Mundo". O deputado gaúcho disse que, olhando da janela do hotel onde está hospedado na Barra da Tijuca, observa que o País "amanheceu verde e amarelo". Ao responder à pergunta sobre a decisão de Haddad de não parabenizar Bolsonaro em seu pronunciamento, Onyx afirmou: "o que a gente encontra do lado dos derrotados é ódio, raiva". 

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O Estado de S.Paulo
Editado por Política na Rede
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