sábado, 13 de outubro de 2018

'Bato papo com Doria sem problema nenhum. Sei que ele é oposição ao PT, nós somos oposição ao PT e o outro lado tem o apoio velado do PT', diz Bolsonaro


Imagem: Marcelo Theobald / Ag. O Globo
Um dia depois de João Doria (PSDB) ir ao Rio para tentar, sem sucesso, um encontro com Jair Bolsonaro, o candidato do PSL à Presidência fez um aceno ao tucano, admitindo a possibilidade de uma conversa. Bolsonaro falou rapidamente com jornalistas ao chegar à casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, onde tem feito as gravações de seus programas eleitorais.

- Somos neutros, exceto nos estados onde temos candidatos. No tocante ao João Doria, quero agradecer o apoio dele. Não havia combinado isso (o encontro), não sei quem combinou. Bato papo com ele sem problema nenhum. Sei que ele é oposição ao PT, nós somos oposição ao PT e sei que o outro lado, o (Márcio) França, tem o apoio velado do PT. Então, desejo sorte a ele. 

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O encontro esperado pelo ex-prefeito de SP, que  selaria o voto "Bolsodoria", havia sido confirmado pela assessoria de imprensa do tucano pela manhã e causou mal-estar na equipe de Bolsonaro. A reunião foi articulada pela deputada federal eleita Joice Hasselmann e o deputado estadual eleito Frederico D’Ávila, ex-integrante do PSDB e do governo Geraldo Alckmin. A tentativa de aproximação desagradou integrantes do PSL que se posicionam contra o tucano. Presidente do diretório paulista do PSL, o deputado federal e senador eleito Major Olímpio declarou, nesta semana, apoio ao governador Márcio França (PSB), que tenta a reeleição.

Ontem, Doria ficou cerca de duas horas na casa de Marinho. Apesar de visivelmente constrangido, ex-prefeito alegou que o presidenciável não compareceu ao encontro por "não se sentir bem fisicamente" e negou que tenha se frustrado:

- Eu compreendi perfeitamente isso. Se ele tivesse vindo aqui para gravar, feito agenda, sem a nossa presença, poderia haver dúvidas que algo que não pudesse ser simpático - disse o tucano, delegando a Joice Hasselmann a missão de explicar.  

 Sobre Wilson Witzel, candidato do PSC ao governo do Rio, Jair Bolsonaro descartou uma aliança. O desejo de Witzel era ter o apoio oficial de Bolsonaro. Na reta final da campanha de primeiro turno, Flávio Bolsonaro, filho de Jair e senador eleito pelo Rio, abraçou a campanha do candidato do PSC. Witzel tem exibido imagens ao lado de Flávio em seu programa eleitoral.

- No Rio, vamos ficar neutros - afirmou, após Eduardo Paes (DEM), elogiá-lo publicamente na última semana.

A cúpula do PSL afirmou que o candidato do partido manterá a neutralidade nos estados, com exceção de Roraima, Rondônia e Santa Catarina, onde candidatos da legenda seguem na disputa. 

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Igor Mello
O Globo
Editado por Política na Rede
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