quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Eliana Calmon deixa partido de Marina Silva para apoiar Bolsonaro


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A ex-corregedora nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon pediu nesta quinta-feira desfiliação da Rede, partido de Marina Silva , para apoiar o candidato à Presidência Jair Bolsonaro , do PSL. A juíza alcançou notoriedade após dar andamento a investigações sobre juízes durante sua passagem pelo cargo. 

Nesta quarta-feira, após reunião que entrou pela madrugada, a Rede recomendou ao seus filiados que não destinem nenhum voto a Bolsonaro , "frente às ameaças imediatas e urgentes à democracia".

A ex-magistrada é a primeira baixa na Rede após a decisão tomada pela Executiva da sigla.

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A conversa entre Eliana e Bolsonaro que definiu o apoio ocorreu na quarta-feira, no início da tarde. Os dois acertaram sua participação na campanha. Segundo ela, a atuação será principalmente de interlocução com o candidato sobre temas relacionados ao Poder Judiciário e a mulheres.

— Vai ser apenas de apoio, não vou me engajar, não vou para palanque. Não quero cargos, quero ter uma interlocução com o candidato e, na eventualidade dele sair vencedor, com o Presidente — disse.

Eliana Calmon afirmou que decidiu apoiar Bolsonaro após uma conversa em que tratou de dois temas com Bolsonaro: o combate à corrupção e a defesa das mulheres. 

 — Fiz umas ponderação das minhas bandeiras que considero imprescindíveis e ele concordou perfeitamente, dizendo que estava de acordo com os projetos dele — afirmou.

Eliana diz que participa de movimentos feministas e defende a legislação que aumente o número de mulheres na política, o salário de mulheres e a construção de creches. Questionada sobre as declarações de teor machista de Bolsonaro, a ex-magistrada minimizou.

— O que eu tenho visto em relação à taxação do candidato como machista me pareceu muito incipiente, uma discussão que ele teve com a então deputada Maria do Rosário. E em razão daquela altercação nasceu essa ideia de que ele é contra as mulheres. Não vi nenhum fato, episódio concreto, que não seja fake e não seja exagero que me fizesse dizer que ele é contra as mulheres, de forma que eu tenho que acreditar naquilo que eu acho concreto — disse.

Após o primeiro turno, a Rede foi convidada a integrar uma frente em torno da candidatura de Fernando Haddad. Segundo integrantes da Executiva essa possibilidade foi afastada na decisão de desta quarta-feira.

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Dimitrius Dantas
O Globo
Editado por Política na Rede
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