quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Haddad é o petista com menor intenção de votos desde 1994, aponta Datafolha


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O presidenciável Fernando Haddad é o candidato do PT à Presidência da República com menor intenção de votos na reta final do primeiro turno desde 1994. Segundo o histórico do Datafolha, o ex-prefeito de São Paulo só tem hoje desempenho melhor do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1989.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira (2), Haddad oscilou um ponto percentual para baixo em relação ao levantamento anterior e registra 21% das intenções de voto. O ex-ministro está em segundo lugar, atrás apenas de Jair Bolsonaro (PSL), com 32%. Ciro Gomes (PDT), que tenta atrair parte do eleitorado lulista e se colocar como terceira via, aparece estagnado com 11%.

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Em 1989, Lula marcou 15% na última semana da eleição e também estava em segundo lugar. Aquela foi a primeira disputa presidencial do PT e contava com Leonel Brizola (PDT) como um adversário direto na briga pelo eleitorado de esquerda. No fim, o petista venceria por pouco a disputa contra o pedetista e, no segundo turno, seria derrotado por Fernando Collor (então no PRN).

O desempenho de Haddad em 2018 é numericamente inferior ao de Lula em 1994, mas está dentro da atual margem de erro do Datafolha. Naquele ano, o líder petista tinha 23% das intenções de voto faltando menos de sete dias para a eleição. Lula acabaria derrotado ainda no primeiro turno por Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O cenário ruim para o PT se repetiu em 1998, quando o tucano conquistou a reeleição no primeiro turno. Porém, há 20 anos o desempenho de Lula na reta final foi um pouco melhor que na eleição anterior e chegou a 26% das intenções de voto. Brizola, que havia concorrido nas duas eleições anteriores, foi vice na chapa do petista.

A partir de 2002, ano em que o PT venceria a disputa à Presidência pela primeira vez, o desempenho dos candidatos petistas deu um salto. Já na reta final do primeiro turno da campanha daquele ano, Lula registrava 45% dos votos no Datafolha. O ex-presidente acabou não vencendo ainda no primeiro turno por uma porcentagem pequena de votos, mas derrotou José Serra (PSDB) no segundo turno.

Após quatro anos como presidente, Lula liderou as pesquisas mais uma vez e chegou na última semana do pleito de primeiro turno com 49% das intenções de voto. Em uma disputa bastante polarizada com Geraldo Alckmin (PSDB), que marcava 33% naquele momento, a eleição acabou tendo segundo turno, com nova vitória petista.

Sucessora de Lula após ser ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) também conseguiu bons desempenhos na reta final da primeira fase das campanhas. Em 2010, a petista registrou 46% de intenções de voto, número superior a soma dos votos de Serra e Marina Silva (então no PV), que chegavam a 42%. Porém, Dilma ainda precisou do segundo turno para vencer Serra.

Em 2014, mesmo com os primeiros sinais da crise financeira, Dilma manteve o favoritismo do PT contra os adversários. Em Datafolha realizado cinco dias antes do primeiro pleito, ela aparecia com 40% dos votos. Em um segundo turno apertado contra Aécio Neves (PSDB), a petista acabaria reeleita por uma diferença de 3 milhões de votos.

Pela primeira vez desde 2002, uma pesquisa Datafolha mostrou também que, a menos de uma semana do primeiro turno, os dois candidatos mais bem colocados com percentuais maiores de rejeição do que de intenção de voto.

De acordo com o último Datafolha, Bolsonaro e Haddad chegariam ao segundo turno mais rejeitados do que apoiados pelo eleitorado. Bolsonaro teve 32% das intenções de voto e 45% de rejeição. Já Haddad teve 21% das intenções de voto e 41% de rejeição. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Cenário em 2018

Além de Bolsonaro com 32%, Haddad, 21%, e Ciro, 11%, o último Datafolha mostra Alckmin com 9% de intenções de voto. Na parte de baixo dos postulantes, Marina tem 4%, João Amoêdo (Novo) ficou com 3%, seguido por Cabo Daciolo (Patriota), Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB), todos com 2%. Vera Lúcia (PSTU) e Guilherme Boulos (PSOL) registraram 1% cada um. Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram.

Segundo a pesquisa, 5% dos entrevistados não souberam dizer em qual candidato pretendem votar, e 8% votariam branco, nulo ou não escolheriam nenhum dos 13 nomes.

O Datafolha ouviu 3.240 pessoas em 225 cidades do Brasil ao longo da terça-feira. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança, que é a chance de retratar a realidade, é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-03147/2018.

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Luiz Alberto Gomes
UOL
Editado por Política na Rede
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