sexta-feira, 19 de outubro de 2018

TSE nega pedidos do PT para fazer busca e apreensão em empresas com base em notícia sem provas


Imagem: Sérgio Lima / STJ
O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, deu prosseguimento à ação apresentada pela campanha do candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, contra o adversário Jair Bolsonaro (PSL), mas rejeitou todos os pedidos de investigação e quebra de sigilo feitos pelo PT.

O pedido foi apresentado pela campanha de Haddad em razão de reportagem publicada nesta quinta-feira (18) pelo jornal "Folha de S.Paulo". A reportagem relata casos de empresas apoiadoras de Bolsonaro que supostamente compraram pacotes de disparo de mensagens contra o PT por meio do aplicativo WhatsApp. A matéria não apresenta qualquer evidência dos supostos contratos. 

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Segundo Mussi, a concessão de liminares (decisões provisórias) antes de ouvir a outra parte deve ser feita com cautela, e o pedido do PT é baseado apenas em reportagens jornalísticas que não permitem, neste momento, demonstrar a veracidade das suspeitas.

Jorge Mussi destacou que a questão será analisada "em momento próprio", durante o curso da ação.

O ministro determinou que Bolsonaro responda aos questionamentos do PT no prazo previsto em lei, de cinco dias consecutivos.

Na ação que ingressou contra Bolsonaro, o PT acusa o rival de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. O PT pede que, se eleito, Bolsonaro seja cassado e que, em qualquer situação, fique inelegível por oito anos.

Após a resposta de Bolsonaro, o corregedor vai analisar a necessidade de novas provas, e a ação ainda terá que ser julgada pelo TSE, em data ainda não prevista.

Bolsonaro nega irregularidades. Nesta quinta-feira, ao site O Antagonista, o candidato do PSL afirmou:

"Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência. Pode ser gente até ligada à esquerda que diz que está comigo para tentar complicar a minha vida me denunciando por abuso de poder econômico."

O presidente do PSL, partido de Bolsonaro, Gustavo Bebianno, negou qualquer iniciativa do gênero, isentou a legenda e disse que Haddad, terá que provar a acusação.

De acordo com Bebianno, a história é "ridícula". "Não faz parte de nossa política. Nunca fizemos qualquer tipo de impulsionamento. Nossa campanha é orgânica. Voluntários do Brasil inteiro".

O empresário Luciano Hang desafiou o jornal "Folha de S. Paulo" a mostrar qualquer contrato. O jornal não apresentou nenhum. 

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Mariana Oliveira e Renan Ramalho
G1
Editado por Política na Rede
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