sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Médicos escravos precisavam de autorização do governo cubano até para namorar, relata desertora


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A médica Ramona Matos Rodríguez foi uma das primeiras cubanas a desertar o programa Mais Médicos, ainda em seu início. Ao ir a Brasília, a médica se refugiou na Câmara dos Deputados e pediu asilo político. Em um depoimento ao Ministério Público do Trabalho, em fevereiro de 2014, Ramona relatou as condições de trabalho a que estava submetida. Além de receber apenas uma fração do salário pago pelo governo brasileiro, os médicos não podiam trazer seus familiares. A médica contou também que os profissionais eram constantemente vigiados. A região onde ela trabalhava tinha 6 profissionais cubanos, que precisavam informar todos os seus passos a uma responsável, que repassava as informações a um coordenador superior. Ramona relatou que, para sair da cidade, precisava da autorização desse superior, mesmo que para um simples passeio. Além disso, os cubanos tinham que manter completo sigilo sobre seus contratos. Até mesmo para namorar ou casar com “não-cubanos”, precisavam pedir a autorização prévia de representantes do governo de Cuba. 


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