quarta-feira, 7 de novembro de 2018

TSE investiga se hackers invadiram sistema da Justiça Eleitoral antes da eleição


Imagem: Roberto Jayme / TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apura se hackers invadiram o sistema interno da Justiça Eleitoral e obtiveram dados sigilosos do TSE no período pré-eleitoral.

Os invasores teriam entrado de maneira remota em equipamentos ligados à rede do TSE e tido acesso, entre outras informações, a documentos sigilosos e ao login do ministro substituto Sérgio Banhos e do chefe da tecnologia da informação do TSE, responsável pelas urnas eletrônicas, Giuseppe Janino.

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O assunto surgiu no tribunal após o site TecMundo, especializado em tecnologia, receber códigos sigilosos e perguntar à Corte se isso realmente violaria o sistema interno. O questionamento mobilizou a Presidência e a área técnica do TSE, que ficaram reunidas até tarde da noite de terça-feira (7/11) para tratar do assunto.

Os hackers teriam invadido o sistema Gedai-EU, que, segundo o site do TSE, é o “gerenciador de dados, aplicativos e interface com a urna, que fornece às equipes dos cartórios eleitorais e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs)”. Apesar disso, técnicos e ex-ministros da Corte consultados pelo JOTA garantem que essa invasão não representa nenhum risco à inviolabilidade da urna eletrônica.

Conforme relatado pelo hacker ao TecMundo, o acesso aconteceu por meio de vulnerabilidades em aplicações desenvolvidas pelo próprio Tribunal. Assim, foi possível um acesso remoto a um dos equipamentos ligados à rede. Acompanhe abaixo a conversa completa e na íntegra.

“Tive acesso à rede interna (intranet) e, por vários meses, fiquei explorando a rede, inclusive entrando em diversas máquinas diferentes do TSE, em busca de compreender o funcionamento dos sistemas de votação”, escreveu a fonte. “Com isso, obtive milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos e até mesmo credenciais, sendo login de um ministro substituto do TSE (Sérgio Banhos) e diversos técnicos, alguns sendo ligados à alta cúpula de TI do TSE, ligado ao pai das urnas”, relatou o hacker.

Por meio de nota, o TSE disse que recebeu um e-mail indagando sobre a ocorrência de um eventual vazamento” e que, em “decorrência disso, a Presidência do TSE está tomando todas as medidas possíveis”.

Mas, questionado sobre qual código foi vazado, em qual data, se isso ocorreu durante as eleições, entre outras perguntas, o TSE não se pronunciou.

Nos bastidores, a Corte estuda se irá instaurar um processo administrativo disciplinar para apurar se houve o vazamento de alguma informação ou se algum profissional da Corte falhou no sistema de segurança.

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Matheus Teixeira
Jota
Editado por Política na Rede
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