sábado, 8 de dezembro de 2018

Marcos Valério denuncia ligação de partido com facções criminosas e pede proteção para sua vida


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O publicitário Marcos Valério, que foi condenado e preso no Mensalão, em delação premiada, revelou que há envolvimento de um partido político com perigosas facções criminosas, além de informações sobre o caso Celso Daniel. 


Ouça: 


Em ofício assinado pelo Delegado Rodrigo Bossi de Pinho, a polícia civil pediu que o publicitário recebesse proteção especial e pede que ele vá para o regime semiaberto em endereço protegido do conhecimento público, enfatizando que não existe no Brasil “estabelecimento prisional capaz de garantir a segurança do colaborador”. 

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O texto do ofício diz: 

Declaro, a requerimento da parte interessada, que MARCOS VALÉRIO FERNANDES DE SOUZA celebrou Acordo de Colaboração Premiada com a Polícia Federal, também assinado por este subscritor, bem como com a Polícia Civil de Minas Gerais, na pessoa deste Delegado Geral de Polícia.
O colaborador vem prestando auxílio imprescindível às investigações de corrupção tanto em âmbito federal quanto estadual e, considerando o teor de seus depoimentos, que cada vez mais envolvem organizações criminosas consideradas, hoje, as mais perigosas em operação no território nacional, o risco para a sua integridade física e, inclusive, para a sua vida é extremamente alto caso continue mantido no cárcere, entendimento este que foi corroborado pelo Promotor de Justiça da Comarca de Santo André, São Paulo, Dr. Roberto Wider Filho, quando esteve neste Departamento por ocasião da oitiva do colaborador no Caso Celso Daniel. 
Conforme comunicado pelo advogado do colaborador, ele já tem o direito à progressão para o regime semiaberto de cumprimento de pena e, logo, considerando também o elevado risco para sua vida e, consequentemente, para o processo penal, entendo ser razoável e proporcional seja ele cautelarmente transferido para o cumprimento de sua pena em regime de prisão domiciliar, em endereço protegido do conhecimento público, haja vista inexistência de estabelecimento prisional no território nacional capaz de garantir a segurança do colaborador.

O ministro Luís Roberto Barroso ordenou apenas que o Juízo da Vara das Execuções Penais da Comarca de Contagem/MG “adote todas as medidas necessárias para assegurar ao sentenciado o respeito à sua integridade física e moral”, e pediu comprovação do pagamento da multa e apuração de suposta falta grave para decidir sobre o pedido de prisão domiciliar. 

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Gazeta Social
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