quarta-feira, 27 de março de 2019

Senador Reguffe faz discurso de impacto frente a frente com Alcolumbre - CPI 'Lava Toga' - STF



Após Davi Alcolumbre, presidente do Senado, arquivar o requerimento que pedia a instauração da CPI da operação "Lava Toga", o senador Reguffe performou um discurso contundente frente a frente com Alcolumbre e expôs o que pensa sobre o Judiciário e a necessidade de uma CPI para investigá-lo.

"Meu voto vai ser para rever essa posição. O Regimento fala em atribuições do Poder Judiciário. Não se está querendo rever atribuições do Poder Judiciário e, sim, investigar possíveis delitos de membros do Poder Judiciário. Não de todos, mas de determinados membros de cortes superiores deste País, que não podem estar acima do bem e do mal. Se for constatado que cometeram crime, têm que ser responsabilizados pelos crimes que cometeram. Vão ter todo direito de defesa, e assim deve-se fazer. O Poder Judiciário não pode ter essa coisa de que não se pode mexer com o Poder Judiciário, não pode ser um poder intocável. Ele deve, sim, também satisfações à população brasileira.", destacou o parlamentar.

Leia a íntegra do pronunciamento:

"Sr. Presidente, eu discordo da posição tomada por V. Exa. Vou votar para rever essa posição. Agora, quero parabenizar V. Exa. por tomar a decisão de ouvir o Plenário e de o Plenário ter uma posição soberana. V. Exa., com isso, toma uma posição democrática de ouvir o Plenário. Que a última decisão, a última voz seja do Pleno desta Casa, ouvindo todos os Senadores.
Meu voto vai ser para rever essa posição. O Regimento fala em atribuições do Poder Judiciário. Não se está querendo rever atribuições do Poder Judiciário e, sim, investigar possíveis delitos de membros do Poder Judiciário. Não de todos, mas de determinados membros de cortes superiores deste País, que não podem estar acima do bem e do mal. Se for constatado que cometeram crime, têm que ser responsabilizados pelos crimes que cometeram. Vão ter todo direito de defesa, e assim deve-se fazer. O Poder Judiciário não pode ter essa coisa de que não se pode mexer com o Poder Judiciário, não pode ser um poder intocável. Ele deve, sim, também satisfações à população brasileira.
Então, vou votar para que seja revista a posição de V. Exa., mas quero parabenizar V. Exa. pela posição de submeter a sua decisão ao Plenário, porque é uma decisão democrática que V. Exa. toma."
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