quinta-feira, 18 de abril de 2019

‘Vivemos, possivelmente, o maior ponto de inflexão da História recente brasileira’, alerta Clube Militar sobre censura do STF a cidadãos


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O Clube Militar divulgou um texto em que alerta para as incertezas que advêm do ataque à liberdade de expressão perpetrado pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito do inquérito instaurado pelo presidente daquela Casa. O texto lembra que, há um mês, o Clube Militar já questionava a conformação de uma “ditadura da Toga”, e afirma: “Já nos preocupava o rumo das coisas jurídicas do nosso País! Diria, hoje, certamente o poeta: “E agora, José?””. 


Ouça: 


Leia o texto do Clube Militar: 

Em 15 de março de 2019, o Clube Militar fechava um de seus Pensamentos com a colocação: ”Como fica a liberdade constitucional de expressão, defendida e alardeada, que, entretanto, só é admitida para falar positivamente? Somente nas Ditaduras isso acontece…(DITADURA DA TOGA?)”.
Já nos preocupava o rumo das coisas jurídicas do nosso País! Diria, hoje, certamente o poeta: “E agora, José?”

Leia também: 

Acabamos de viver um dia negro, nebuloso, em que a perplexidade tomou conta da população, face às notícias emanadas do Supremo Tribunal Federal, maior, ou pretensamente maior, autoridade de Justiça da Nação.
Fugindo à discussão das leis e seu palavreado de difícil digestão aos leigos, mas indignados com aquilo que nossa consciência de cidadãos nos fala, somos forçados a ponderar sobre o passo incerto que o Brasil dá. Vivemos, possivelmente, o maior ponto de inflexão da História recente brasileira, uma vez que as Instituições maiores da nossa democracia se vêem a braços com uma possível crise de identidade a ser superada.
A Casa da República, tradicional defensora da democracia há mais de um século e fonte permanente de eventos históricos que dignificam nossa nacionalidade, se viu atingida de forma contundente. Assistiu um de seus dignos associados ser tolhido em seus legítimos direitos constitucionais em ação, ditatorialmente, editada, visto que foi desacreditada pela Procuradoria Geral da República, dentre inúmeros outros conceituados órgãos da vida brasileira.
Por sabermos que o desespero leva à insensatez, trememos diante das incertezas!
Começamos a temer pelas verdadeiras causas de tudo isso. Muitas são as notícias que envolvem os atores. No momento em que o Brasil tem ex-presidente e governadores de estado presos, e ainda, outros na iminência, ficamos assombrados pelas possibilidades que podem ser elencadas como plausíveis motivações de certos atos públicos emitidos. Temos convivido há muito tempo com uma cultura insana e retrógrada, via de regra estimulada, de tudo ser permitido para atingir certos objetivos pessoais, corporativos e políticos, por escusos que sejam. A visível mudança que vem surgindo depois de 2013 sugere novos e corretivos rumos e, conseqüentemente, desagrados de muitos, viciados nos tortuosos ventos aplacados pelas calmarias indicadoras de novas e profícuas sendas. É inconcebível que qualquer e indevida atitude venha retratar inconformismo e, menos ainda, enseje reação, possibilitando defesa, a qualquer preço, de “status quo” preexistente.
Os ventos que têm soprado após as últimas eleições sinalizam novos tempos e, queira o bom Deus, dito brasileiro, que eles sejam de virmos a viver dentro da ordem e do progresso – um novo e redimido Brasil!.
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Correio do Poder
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