sábado, 18 de maio de 2019

Ministro da Educação de Bolsonaro, Weintraub faz finalização de impacto após tumulto na Câmara



Durante finalização após participação na Câmara dos Deputados, Abraham Weintraub, ministro da Educação de Bolsonaro, sintetizou os pontos mais importantes dos projetos do Governo Bolsonaro e sua perspectiva diante da educação nacional.

"O Deputado Célio Studart, do Ceará, pergunta se eu sou filho de Paulo Guedes. Eu não sou filho de Paulo Guedes, mas ele é um dos melhores economistas do mundo. Se ele fosse americano, seria mundialmente conhecido. Paulo Guedes é uma pessoa absolutamente brilhante e está fazendo o papel necessário. Temos que ter ciência da administração da economia. Isso não pode ser feito sem responsabilidade", declarou ele.

"Disseram que nós não nos comunicamos com o povo. Bem, Jair Bolsonaro foi eleito, e eu acho que ele se comunica bem", salientou o ministro. "Quando eu falei em tragédia, falei dos 500 mil alunos que têm o nome sujo. A tragédia do ensino superior são os 500 mil alunos do ensino privado que infelizmente têm que pagar por uma faculdade, pegam financiamento e, depois desses anos de desastre que foram os governos anteriores, o resultado é que o aluno contrai um financiamento caro, não funcional, não ideal, um financiamento que foi mal planejado", apontou ele. Assista ao vídeo e manifeste a sua opinião a respeito.

Leia a íntegra da finalização realizada por Abraham Weintraub:

Eu queria, de novo, agradecer a todos a atenção, fazer um gesto de boa vontade e dizer que todo mundo aqui é bem-vindo ao MEC para conversar.
O Deputado Professor Israel Batista mencionou o Ministério da Educação, a ruptura social do tecido brasileiro. Eu não sou tão poderoso para fazer tudo isso que está sendo feito. Eu estou Ministro da Educação. Estou aqui para exercer o plano de governo que foi responsável pela eleição do Presidente Jair Bolsonaro.
O Deputado Professor Israel Batista perguntou: "O senhor concorda com a declaração do Presidente?" Todo mundo que está abaixo do Presidente tem que seguir a linha do que fala o Presidente. O dia em que eu não concordar com o Presidente, o dia em que eu abertamente não concordar, terei que renunciar. Portanto, eu nunca vou chegar aqui, em público, e discordar do Presidente. Discorda-se eventualmente, internamente, mas fora, é lógico, eu vou concordar. Sim, concordo com a declaração dele. O dia em que eu não concordar, eu estou fora.
O Deputado Célio Studart, do Ceará, pergunta se eu sou filho de Paulo Guedes. Eu não sou filho de Paulo Guedes, mas ele é um dos melhores economistas do mundo. (Palmas.)
Se ele fosse americano, seria mundialmente conhecido. Paulo Guedes é uma pessoa absolutamente brilhante e está fazendo o papel necessário. Temos que ter ciência da administração da economia. Isso não pode ser feito sem responsabilidade.
O senhor mencionou a tragédia da educação superior. Eu não disse que a educação superior é uma tragédia. Eu falei dos 500 mil jovens — isso também está no Youtube e foi o que eu disse no Senado — hoje com nome sujo, fruto da política de governos anteriores de financiamento do ensino privado. O ensino privado é responsável por 75%: 3 em cada 4 jovens estão na universidade privada. Eles não conseguem pagar, e a forma como foi feito o financiamento gerou um ônus social gigantesco. Metade, 1 em cada 2, está inadimplente. Quinhentos mil jovens, no começo da vida, estão sofrendo por terem o nome sujo.
Disseram que nós não nos comunicarmos com o povo. Bem, Jair Bolsonaro foi eleito, e eu acho que ele se comunica bem.
Deputada Talíria, eu digo que não sou candidato dos banqueiros. Eu fui bancário, comecei como office-boy. Eu não gosto de banqueiro. Olhe a declaração que eu estou dando, hein! Não gosto de banqueiro. Particularmente, acho que aquela ligação que Lula fez para Botín foi vergonhosa. (Palmas.) Eu me solidarizo com os bancários, segmento do qual faço parte, empregado que fui. Paguei imposto — paguei 27,5% de imposto. É daí que vem meu patrimônio. Não tive nenhuma engenharia tributária para receber como pessoa jurídica.
Mas eu gostaria realmente de estender a mão à senhora, para ir ao MEC e conversarmos. Eu realmente gostaria disso. Estou sendo muito sincero mesmo. Pergunte aos Deputados da Oposição, aos Deputados do PT que já foram ao MEC se eles foram mal recebidos. Estamos fazendo isso.
Deputado Gastão Vieira, eu entendo sua insatisfação. Concordo quando diz que precisamos acabar com a beligerância.
Deputado Eduardo Braide, os reitores foram eleitos? Sim. Já recebemos 50 reitores no MEC. O senhor, por favor, leve o reitor que o senhor quer levar. Os Deputados têm ido ao MEC com os reitores, e temos tido uma conversa com o Parlamentar, com o reitor, todos juntos. A conversa tem sido muito produtiva. Isso é exercer os papéis da República.
O Parlamentar é, sim, o representante do povo, do seu Estado, da população que o elege. (Pausa.) Ele tem interesse em defender os interesses das universidades e dos institutos. Nós do MEC precisamos fazer o meio de campo, porque há o contingenciamento — ele é uma realidade. Como resolvemos isso? Através das senhoras e dos senhores. Então, vamos conversar! Isso não é figura de retórica, não! Estou dizendo isso sinceramente. Eu queria convidar a todos aqui, inclusive a Deputada Talíria. Deputado Eduardo Braide, por favor, vá ao Ministério, leve seu reitor. Tenho certeza de que a conversa será bacana.
A Deputada Gleisi Hoffmann disse que eu não falei dos cortes. Bem, acho que eu falei bastante. De corte realmente eu não falei, porque é contingenciamento. Então, a senhora não vai me ouvir falar de corte porque o que houve foi contingenciamento.
Quando eu falei em tragédia, falei dos 500 mil alunos que têm o nome sujo. A tragédia do ensino superior são os 500 mil alunos do ensino privado que infelizmente têm que pagar por uma faculdade, pegam financiamento e, depois desses anos de desastre que foram os governos anteriores, o resultado é que o aluno contrai um financiamento caro, não funcional, não ideal, um financiamento que foi mal planejado.
Sobre uma política de financiamento que tem 50% de inadimplência, em qualquer banco vai-se falar: "Foi mal dado esse crédito. Foi mal feito isso". Agora temos que resolver mais um esqueleto do passado, fruto de políticas sem compromisso com a realidade, com a matemática, com a ciência.
O Deputado Filipe Barros foi brilhante! Não tenho mais nenhuma palavra a dizer a não ser "brilhante". (Palmas.)
Absolutamente brilhante. Eu não o conhecia, fiquei surpreendido.
Deputada Joenia Wapichana — peço perdão se pronunciei errado o nome da senhora —, da REDE. Novamente, eu tenho, em função do meu passado familiar, carinho por Marina Silva. Eu já falei isso no passado, mas, sem me estender muito, a senhora também é muito bem-vinda ao MEC. Acabei de falar aqui com a senhora. Quando a senhora quiser, estarei à disposição para conversarmos.
Deputado Professor Alcides, também não estou satisfeito com o contingenciamento. Eu preferia que estivéssemos discutindo ampliação de recursos, mas a trilha que Deus nos deu nos trouxe aqui. Assim, neste momento, temos que manter a serenidade, buscar o equilíbrio, enfrentar os problemas com sobriedade, auxiliados pela ciência e pelos números. Eu tenho a certeza de que este Parlamento vai fazer isso, porque esta Casa sempre correspondeu aos anseios do povo.
Todas as vezes em que estivemos diante de uma situação binária, como a atual — de um lado, a crise suprema, o buraco; de outro, a esperança —, sempre caminhamos rumo à luz. É isso que nos distingue de outros países, países que infelizmente trilharam o rumo da Venezuela, por exemplo. Temos guerreiros no Brasil, pessoas comprometidas com este País. Vejo muitos deles neste Parlamento, apesar da visão, inclusive os da Oposição.
O Governo Bolsonaro ganhou, sim, mas por meio do voto. Ele governa para todos, e nós não vamos fazer um Governo sectário. Vejam que o que falo neste pronunciamento é igual ao que eu falo no MEC.
Eu entendo essa desconstrução da imagem que os Parlamentares sofrem, que muitas vezes é injusta. Sinto isso na pele hoje em dia, mas, enfim, faz parte da vida. Concordo quando dizem que precisamos melhorar.
Termino dizendo o seguinte, Professor Alcides e demais presentes: o Brasil vale a pena. Este é o país dos nossos avós, dos nossos pais, dos imigrantes, de quem acabou de chegar. É o país dos nossos filhos, dos nossos netos. Não podemos perder o País. Eu escutei histórias. Metade da minha família é de imigrantes; a outra metade, como os senhores já sabem, veio de toda parte do Brasil: da Ilha do Marajó, do Ceará...
Os imigrantes contam o que acontece quando se perde o país, quando se tem que sair do seu país. É muito triste, muito ruim, dramático. Perguntem isso a um venezuelano. A Venezuela já perdeu 10% da sua população. O Brasil, o povo brasileiro, a Nação conta com os senhores para novamente rumarmos em direção à luz.
Muito obrigado por esta oportunidade.
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