domingo, 5 de maio de 2019

Senador Álvaro Dias escancara como o PT financiou a ditadura sanguinária de Maduro na Venezuela por meio de 'empréstimos' sigilosos



Durante debate na CRE - Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal -, o senador Álvaro Dias expôs como o PT alimentou o regime ditatorial de Nicolás Maduro na Venezuela e deu um voto de confiança diante da conduta do Governo Bolsonaro diante da crise política, econômica, social e humanitária vivida pelo país vizinho.

"Há quanto tempo debatemos os empréstimos oferecidos pelo Governo do Brasil, por intermédio do BNDES, a países ditatoriais, nações de ditaduras sanguinárias que esmagam os seus povos na pobreza, na miséria, destruindo vidas pela prepotência, pela violência desmedida? E o nosso País aceitando, inclusive em alguns casos com empréstimos sigilosos, alimentar a sobrevivência desses regimes! Se não podemos enfraquecê-los com invasão de competência, certamente podemos evitar sustentá-los com empréstimos generosos, como os que oferecemos. Por exemplo: construção de metrô em Caracas, hidrelétrica no interior da Venezuela, milhões de dólares emprestados. E nós sabíamos: o calote era a crônica anunciada. E hoje o que se verifica é que mais de R$2,3 bilhões estão em atraso com o não pagamento de prestações vencidas, tanto por Cuba quanto pela Venezuela", denunciou.

"Essa discussão se travou aqui no Congresso Nacional em muitas oportunidades. Esses empréstimos, repito, alimentam a sobrevivência desses regimes. Há um caso específico, o da usina Abreu e Lima em Pernambuco. O Brasil tornou-se sócio da Venezuela para a construção dessa usina. A Venezuela tornou-se sócia com a responsabilidade de participar com os encargos decorrentes da construção da obra. No entanto, nenhum centavo repassou a Venezuela para a construção da usina Abreu e Lima em Pernambuco. Hugo Chávez alegava que não o fazia porque a obra estava superfaturada", relatou o parlamentar.

"Verdade, comprovou-se o superfaturamento da obra, uma das obras investigadas na Operação Lava Jato, um dos grandes escândalos de corrupção no âmbito da Petrobras, mas, seguramente, o Brasil não deveria ter celebrado nenhum contrato societário com a Venezuela na construção de uma obra desse porte, ou mesmo que fosse de porte inferior. O que está em jogo é a relação diplomática de um país democrático com uma nação que tem um regime ditatorial travestido de democracia, iludindo partidos políticos, inclusive no Brasil, que apoiam aquela ditadura. Definitivamente, nós devemos aprender com esse episódio. Eu tenho absoluta convicção de que o atual Governo do Presidente Jair Bolsonaro se recusará a celebrar contratos de empréstimos ou transações econômicas com nações que alimentam ditaduras sanguinárias, que esmagam seus povos na pobreza, enquanto os déspotas se enriquecem", concluiu o parlamentar. Assista ao vídeo.
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