domingo, 5 de maio de 2019

Senador Kajuru denuncia que empresas de energia estão 'melhores que crime organizado' e menciona ação contra o STF



O senador Jorge Kajuru realizou uma comparação dos lucros de empresas energia com o "dinheiro do público brasileiro" e asseverou que, de acordo com a sua concepção, tornou-se um negócio similar a bancos ou "até melhor que crime organizado". "Eu estava lendo na semana passada que o Bradesco, neste primeiro trimestre de 2019, obteve um lucro superior a R$6 bilhões. Lucro. Bradesco, que tem uma dívida abismal para com a Previdência. Aí eu fui ver lucros dessas empresas. Lá no Mato Grosso do Sul, é a Energisa (em Goiás, é a Enel, que é da Itália, uma empresa italiana), e ela lucrou 14 vezes mais do que no ano passado. Ou seja, virou um negócio de banco – ou, talvez, melhor até do que crime organizado – energia elétrica privatizada em vários Estados deste País. Então, nós Senadores – o senhor tem toda a razão – precisamos nos juntar porque todos os Estados vão cobrar de nós, com toda a certeza, e tomar providências com relação à Justiça", destacou o senador.

No ensejo, ele mencionou a reação a abusos do STF: "Esse exemplo do abuso com dinheiro do público em mordomias lá no Supremo Tribunal deu a mim o quê? A condição de, como Parlamentar, como Senador, entrar na Justiça. Aí, veio um subprocurador do Ministério Público e, com uma medida cautelar, cassa a licitação de quase R$1,3 milhão. Nós temos que fazer o mesmo na Justiça: tentar impedir a privatização, tentar voltar a energia para o Estado e cobrar que o Estado seja um bom gestor, porque não tem cabimento".

"Na época da estatal em Goiás, a Celg, ela não tinha esse lucro. E como hoje essa italiana tem lucro, apresentado publicamente, de 14 vezes mais? Essa empresa do Mato Grosso do Sul, Senador Nelsinho Trad, deve estar com um lucro também extraordinário, com certeza", salientou.
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