sábado, 21 de setembro de 2019

General Mourão expõe plano do Governo Bolsonaro para acabar com a ditadura de Maduro na Venezuela



Em pronunciamento para empresários realizado no evento "Money Report", o vice-presidente da República, General Mourão, fez uma análise da situação venezuelana e aventou quais são os planos do Governo Bolsonaro para acabar com a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela.

"Temos o caso da Venezuela. É um caso clássico de tomada do poder utilizando os mecanismos da democracia. O famoso Socialismo do Século XXI, Bolivarianismo ou Chavismo. Nada mais é do que um culto à personalidade, um Caudilhismo utilizando as Forças Armadas e os recursos abundantes do petróleo para o controle do país. Nesse processo, a economia da Venezuela foi totalmente obliterada. Há uma crise em sua capacidade de atuar como país", explanou.

"Devem ter visto a entrevista de Nicolás Maduro a um jornal aqui de São Paulo. Foi publicada na última segunda-feira. Parece que ele vive em outro país. Tem uma realidade paralela e vive nessa realidade paralela dele. Ao longo dos últimos anos, uma quantidade enorme de pessoas foi assassinada em protestos contra o governo. Há quase quatro mil presos políticos na Venezuela. Houve um relatório contundente da ONU no que toca à questão dos direitos humanos. Houve uma diáspora venezuelana. Em torno de 4 milhões saíram do país. Para uma população de 30 milhões, é enorme. Seria o correspondente, aqui no Brasil, a 25 milhões saindo do país. Tem de ter essa comparação", complementou o oficial.

No ensejo, ele apontou quais são os meios enfatizados pelo Governo Bolsonaro para a resolução do problema, negando soluções militares e privilegiando a diplomacia. "O que as nações estão fazendo? Pressão diplomática, política e econômica no sentido de que Maduro e seu pessoal sentem efetivamente para abrir uma negociação digna do nome com a oposição e que ocorram novas eleições livres na Venezuela. Uma vez que seja derrotado, e não tenho dúvidas de que será derrotado em uma eleição decente, que haja um acordo para que essa turma saia do país, vá para Cuba, para qualquer lugar, e não sejam encarcerados. Esse é o maior temor deles. Não ter condições de gastar a enorme fortuna acumulada ao longo dos anos. Essa tem sido a nossa discussão. Quando se fala, muitas vezes, em solução externa à Venezuela, é um absurdo. Para nós, é um absurdo pelo que estou falando. Teríamos de concentrar tropas na região de Roraima e ter 600 km para adentrar. Isso é absurdo, além de ser frontalmente contrário ao que prega a nossa Constituição, a solução pacífica dos conflitos e a não-intervenção em assuntos internos de outros países, exceto pelas vias diplomáticas e políticas", asseverou.
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