terça-feira, 17 de setembro de 2019

Juíza Selma, senador Kajuru e grupo 'Muda Senado' se unem para enfrentar Gilmar Mendes e apontar infrações



Os senadores Juíza Selma Arruda, Jorge Kajuru, Eduardo Girão e Lasier Martins, em conjunto com outros parlamentares, rebateram Gilmar Mendes e enfrentaram as declarações do ministro do STF.

"Quero dizer também da minha alegria de compartilhar com o senho o grupo Muda, Senado! Muda, Brasil! nessa nossa luta pela instauração da CPI para que a gente possa, de uma vez por todas, esclarecer se há irregularidade ou se não há irregularidade, se foi correto ou se não foi correto. O que não pode é ficarmos, justamente nós, a única instituição que tem esse poder, amordaçados por conta de jogos políticos não republicanos, eu diria. Nós não podemos ficar amordaçados por isso. O povo brasileiro quer, o povo brasileiro está pedindo", asseverou a juíza Selma.

"Com relação às declarações do Sr. Gilmar Mendes nessa fadada entrevista, eu gostaria de esclarecer que não é só suspeito, como também transgrediu o Código de Ética da Magistratura ao se manifestar em relação a um processo que está em andamento. Então, o senhor tem toda razão e eu espero, assim como o senhor, que a justiça seja feita, seja aplicada nesse mandado de segurança e que, ainda que não seja, nós consigamos aqui no Senado o êxito de abrir essa CPI", explanou.

"Essa declaração que ele deu, no sentido de que nenhum ministro convocado vai lá para dar depoimento, eu também acredito que não e não temos como conduzi-lo coercitivamente, porém, nós não precisamos ouvir as pessoas investigadas. Se você instaura um inquérito, a pessoa que quer ser ouvida é o réu. Se não quiser, não precisa ser ouvido. Do que se precisa quando se faz uma investigação é buscar provas, porque o réu não tem sequer o dever de falar a verdade", complementou.

No ensejo, ela rebateu declarações segundo as quais ministros não poderiam ser convocados para depoimentos: "Então, a oitiva de qualquer pessoa investigada numa CPI, do investigado, é o de menos. Se os ministros não vão, não tem problema. Nós podemos, por exemplo, investigar as pessoas que, no caso, foram prejudicadas pela decisão que nós estamos questionando. Ou seja, pessoas que foram objeto de busca e apreensão nas suas residências, pessoas que tiveram os seus sites cortados, o seu Facebook. Essas pessoas vão, aqui, vir nos contar o que está acontecendo. E isso é prova".
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