terça-feira, 17 de setembro de 2019

Senador denuncia agentes de 'guerra cultural' atuando com técnicas de Antônio Gramsci para subverter a sociedade



Em pronunciamento no Senado Federal, o senador Marcos Rogério advertiu para uma guerra cultural que estaria em curso de forma "invisível" no Brasil. Ele fez uma grave advertência à sociedade brasileira e aventou como tal modalidade de conflito foi responsável, inclusive, pela derrubada de impérios como o grego e o romano.

"Isso não é teoria de conspiração. Aliás, o que mais querem os planejadores das grandes revoluções culturais é que pensemos que tudo não passa de teoria da conspiração. Pensar assim nos faz viver inertes, totalmente passivos diante do desenrolar das mudanças que sutilmente continuam ocorrendo, para destruição dos princípios, valores que esses revolucionários odeiam e querem destruir", asseverou.

"Mais que as armas, foi a guerra cultural que derrubou grandes impérios, como o grego e o romano, fenômenos muito bem analisados por Fustel de Coulanges, em seu clássico Cidade Antiga. Para um tempo mais próximo, temos o exemplo da sociedade americana, minada por dentro pelos movimentos culturais revolucionários dos anos 50 e 60, que atacaram suas instituições mais sólidas, entre as quais a família tradicional", complementou.

"As guerras culturais são orquestradas com fogo baixo, mas altamente destruidor. Foi assim que os pensadores alemães oriundos da escola de Frankfurt, seguindo as ideias de Antonio Gramsci, aportaram nos Estados Unidos da América, a partir dos anos de 1930, para combater o modelo de vida americana, transtornando os fundamentos da música, do cinema, das artes e pregando comportamentos revolucionários que envolviam a tríade, e todos se lembram - sexo, droga e rock and roll. Expressões do tipo 'faça amor, não faça guerra' não surgiram nas ruas, não, senhores. Foram criadas por pensadores, como, nesse caso, o alemão Herbert Marcuse. O movimento foi tão forte que influenciou até mesmo a política externa norte-americana, como no caso da Guerra do Vietnã", frisou o parlamentar.

"Aqui, no caso brasileiro, a guerra é antiga, e é preciso que se reconheça, está bem evidente agora, que existem estruturas de Governo decididas a resistir à avalanche cultural de baixo nível que grassava neste País. Graças a Deus, chegamos a esse tempo. São múltiplas as ocorrências aqui no Brasil que demonstram que estamos vivendo justamente uma guerra cultural. Os recentes fatos envolvendo a Bienal do Livro realizada no Rio de Janeiro são apenas uma amostra disso", exemplificou ele.
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