quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Ministro Barroso, do STF, aponta plano sórdido para destruir a Lava Jato e rebate 'conspiração'





O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, durante o processo em que se decide sobre a suspensão das investigações que usam dados do COAF, fez uma intervenção impactante, falando sobre as tentativas de se destruir a Lava Jato e o combate à corrupção. O ministro apontou que há a tentativa de se criar uma narrativa em que os esforços no combate à corrupção, e especialmente a Lava Jato, se transformariam em uma conspiração para perseguir pessoas. 

O ministro apontou que, na construção dessa teoria da conspiração, há agentes que lançam mão “de um conjunto sórdido de provas ilícitas, produzidas por criminosos, Deus sabe a soldo de quem”. E reforçou que, se os vazamentos de dados de órgãos públicos merecem a mais alta reprovação, o mesmo se aplica ao uso de provas ilícitas obtidas por meios criminosos. 

Barroso aponta o absurdo da teoria da conspiração, que precisaria envolver policiais federais, procuradores, juízes, Receita Federal, Banco Central, COAF, OCDE, Transparência Internacional, e Departamento de Justiça dos EUA, entre outros, ignorando todas as provas já produzidas e conhecidas do gigantesco esquema de corrupção que assolou o País. 

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