domingo, 19 de janeiro de 2020

Paulo Guedes expõe '8 milhões' de privilegiados, 200 milhões de 'trouxas' e compara absurdos do Brasil com EUA



Por ocasião de pronunciamento durante cerimônia de transmissão de cargo no Banco Central, ocorrida em 2019, Paulo Guedes, ministro da Economia do presidente Jair Bolsonaro, comparou o sistema do Brasil com os EUA e aventou a necessidade de uma reforma do Pacto Federativo. Ademais, ele explicou a necessidade de remoção de privilégios da classe política e de servidores públicos.

"Por que essa crise é difícil de debelar? Porque quem legisla, quem julga e quem opera não sente os efeitos. Como o país vai ter...se você tem o seu salário indexado, garantia de emprego, estabilidade, tem tudo? Basta o servidor público normal virar um cidadão. Se vira um cidadão como os outros, a crise acaba em um ano", explicou o ministro.

"Porque ele está indo na situação de todo mundo. Em qualquer lugar do mundo, se tiver inflação na Alemanha, as pessoas perdem salário, perdem aposentadoria. No Brasil, 8 milhões de pessoas não perdem nada, os outros 200 milhões perdem tudo. Basta isso, estamos usando os princípios de igualdade, equidade, redução de desigualdade, remoção de privilégios", explanou Guedes.

"Nos EUA, tem uma federação funcionando, o dinheiro está lá embaixo. Aqui, é o contrário, o dinheiro está todo em cima. Faz estádio para o seu time, transposição de rio, manda fazer porto em país de amigo, manda fazer refinaria gastando R$20 bilhões e a estimativa era R$2 bilhões. Dá dinheiro para empresário amigo e vira a maior empresta de proteína do mundo. Nenhum presidente pode ter esse poder. Deve ser limitado, descentralizado para uma federação funcionar", salientou ele.
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