quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Procurador aponta incoerência de ministro do Supremo: ‘as frases são compatíveis?’





O procurador Vladimir Aras, pelo Twitter, apontou a incoerência mostrada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que, na mesma entrevista ao jornal El País, afirmou ser um garantista e defendeu o chamado “inquérito de Toffoli”. O procurador citou a defesa feita por Lewandowski, que disse: ”É um inquérito que qualquer órgão administrativo pode abrir, estando previsto ou não em seu regimento interno. Um hospital público, se desaparecerem alguns medicamentos de seu almoxarifado, pode abrir um inquérito”. Em seguida, o procurador questionou: “O ministro, que seria garantista, diz ainda que ‘é preciso ter muito cuidado quando se quer fragilizar os direitos e garantias do cidadão em juízo, em um contexto politicamente matizado. Há valores de que não se pode abrir mão de forma nenhuma’. As frases que tuitei são compatíveis?




Em resposta, o juiz federal Eduardo Philippsen ironizou: “Imagino o hospital público expedindo mandados de busca e apreensão”. 

A entrevista de Lewandowski também causou reação entre membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. O procurador Roberson Pozzobon compartilhou matéria que citava trecho da entrevista, em que o ministro Lewandowski dizia: “A verdade é que as operações foram extremamente seletivas, elas não foram democráticas no sentido de pegar os oligarcas de maneira ampla e abrangente”. Pozzobon respondeu: “A verdade é que com a decisão do STF que impôs o fim da prisão em segunda instância as solturas não foram nem um pouco seletivas. Os oligarcas condenados foram soltos de maneira ampla e abrangente”. O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, compartilhou a publicação do colega. 

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...