segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

General Paulo Chagas denuncia como Maia, Alcolumbre e Toffoli tentam tornar Bolsonaro 'refém'





O general Paulo Chagas, em suas redes sociais, compartilhou textos com reflexões sobre o estado da política no Brasil. O general aponta que os presidentes dos poderes Legislativo e Judiciário vêm agindo para fragilizar o Executivo. Chagas diz: “o Presidente Jair Bolsonaro vem, por diversas razões, se fragilizando e sendo fragilizado diante dos demais poderes, em especial do Legislativo, chegando ao ponto de sentir-se refém dos presidentes da Câmara e do Senado e, até certo ponto, do presidente da Suprema Corte”.

Ouça os textos do general Paulo Chagas:

Apesar de tudo, na política, nada mudou!
Caros amigos
Todo "por quê?" tem, pelo menos, um "porquê"!
A equipe de governo que, desde o início do ano passado, conduz os processos da gestão federal é a melhor que o Brasil já teve desde o fim do Regime Militar. Os incontestáveis resultados positivos, dentro do contexto de caos em que assumiu, comprovam a sua competência.
No entanto, independente deste sucesso, o Presidente Jair Bolsonaro vem, por diversas razões, se fragilizando e sendo fragilizado diante dos demais poderes, em especial do Legislativo, chegando ao ponto de sentir-se refém dos presidentes da Câmara e do Senado e, até certo ponto, do presidente da Suprema Corte.
A razão primária deste fato está na Constituição de 1988, que, contraditoriamente, desequilibra os poderes da União em favor do Congresso Nacional, induzindo o sistema ao chamado "presidencialismo de coalizão", que nada mais é do que o loteamento da administração pública entre os partidos políticos, favorecendo a corrupção em nome da "governabilidade"!
Jair Bolsonaro foi eleito com o propósito de acabar com este conchavo, o que lhe exigiria constituir uma base parlamentar capaz de dar respaldo às medidas saneadoras requeridas pelo caos deixado pelo PT em todas as expressões do poder nacional.
Todavia, o Presidente não logrou êxito em formar, organizar, orientar, conduzir e manter unida uma equipe de apoio parlamentar compatível com a grandiosidade da tarefa que lhe incumbiram as urnas em 2018, e, consequentemente, foi, aos poucos, perdendo a capacidade de manobrar no ambiente legislativo.
Nessas condições, o sistema, através do poder que lhe confere a Constituição, foi gradativamente aumentando sua ousadia e, além de descaracterizar o "Pacote Anticrime e Anticorrupção" do Ministro Sérgio Moro, abocanhou inéditos 30 bilhões de Reais do orçamento da União para usar e empregar ao seu bel prazer!
Como ingrediente facilitador deste processo, encontramos a grande imprensa, permanentemente atenta para explorar as agarras que lhe confere o temperamento do Presidente e fazer escalar o ambiente propício à sua fragilização e à criação de obstáculos aos projetos do governo.
O Governo Bolsonaro encontra-se hoje na condição de refém do Parlamento, é, como comentou o Gen Augusto Heleno (em off, de maneira informal e entre amigos), vítima das suas chantagens como, desde 1988, vem acontecendo com todos os governos brasileiros.
Em resumo, apesar da competência administrativa do governo, do clamor popular que o elegeu e das expectativas que foram criadas, Bolsonaro e sua equipe ainda não conseguiram mudar a política como ela é e tem sido no Brasil no decorrer dos últimos 30 anos. Na política, nada mudou, infelizmente!
Gen Paulo Chagas

Em outro texto, o general Paulo Chagas defende o enxugamento da máquina pública, lembrando que “o Estado brasileiro ainda guarda e guardará por algum tempo o seu inapropriado gigantismo”. Ouça:

A justa e devida dimensão do Estado.
Caros amigos
A lógica dos fatos nos assegura que, com raras e excepcionais exceções, as empresas privadas são verticalmente mais eficiente do que as públicas e que o mercado é o melhor fiscal dos preços, da tecnologia, da qualidade, da produtividade e do desempenho, além de ser o maior gerador de empregos e de renda.
A abrangência – ou o tamanho – do Estado deve ser tal que lhe dê as condições para atender apenas as necessidades dos cidadãos que, circunstancialmente, estejam dependendo ou que “ainda” dependam dele para prover seu sustento, evolução e bem estar.
Apesar do esforço do atual governo para reduzi-lo, o Estado brasileiro ainda guarda e guardará por algum tempo o seu inapropriado gigantismo.
O incremento da produtividade é a verdadeira fonte da riqueza e passa ao largo da estatização. Não é por outra razão que, de um modo geral, nos regimes estatizantes, como o da Venezuela, não se vê mais do que mediocridade, taxas de impostos sempre crescentes, serviços públicos de má qualidade, distribuição da pobreza e a constante ameaça à liberdade individual.
O Estado não tem vocação para empreender, é mau provedor e precisa, isto sim, ser um bom e eficiente fiscal das boas regras do mercado, buscando neste mister a sua máxima eficiência em uma justa dimensão.
Depois de três décadas sob a regência de uma constituição libertina e estatizante e de 13 anos de governos petistas que levaram a corrupção a nível de endemia, o Estado brasileiro tomou uma dimensão difícil de ser reduzida de um dia para outro ou mesmo em um único mandato liberal. Há que se ter paciência e determinação para, no devido tempo, chegar-se à sua justa e devida dimensão.
Gen Bda Paulo Chagas

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