segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Paulo Guedes aponta plano de 'revolução' do Governo Bolsonaro contra política que está 'asfixiando a República'



Por ocasião de debate na Comissão Mista de Orçamento, Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, aventou a necessidade de uma "revolução" na destinação de verbas públicas. Consoante o ministro, é preciso reconhecer a maturidade da democracia brasileira e "descarimbar" recursos que estão sendo desperdiçados devido à fixação predefinida constitucionalmente.

"O nosso principal problema fiscal foi o descontrole de gastos ao longo de 10, 20, 30, 40 anos. Os gastos estão bem à frente da capacidade de arrecadação do país há 40 anos. Por isso que fomos parar em dois surtos de hiperinflação, moratória externa, crises cambiais recorrentes. Por isso que atacamos primeiro a Previdência, é explosivo e crescia descontroladamente, tem uma bomba demograficamente", principiou Guedes.

"O segundo maior problema é o crescimento lento, um pouco mais lento, mas venenoso. O crescimento das despesas obrigatórias. De novo, é um desafio para a nossa classe política, um desafio importante. É decisivo: esse Congresso pode ir para a História. O Congresso vai retomar o controle dos orçamentos públicos. O que aconteceu em 1988, quando fizemos a Constituição, é compreensível. Vínhamos de um regime político fechado, os gastos foram prioritariamente em infraestrutura através de estatais", relatou o ministro.

"O modelo econômico ocorreu por investimentos pesados, sustentando o ritmo de crescimento do país. Quando redemocratizamos o país, os constituintes carimbaram o dinheiro na direção dos gastos sociais. Era o desafio de transformar o Estado Hobbesiano, centralizado, para um Estado democrático. Agora, é preciso mudar. (...) É preciso reconhecer a maturidade da democracia. Há cidades jogando dinheiro fora em educação enquanto falta dinheiro para saúde", salientou ele.
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