terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Senador faz grave alerta sobre projeto que pode sabotar a economia brasileira e rebate políticos da França e da Alemanha



Em pronunciamento no Congresso Nacional, o senador Márcio Bittar fez um grave alerta a respeito de um projeto recentemente aprovado na CCJ do Senado Federal. O parlamentar frisou que o projeto - que proíbe, a partir de 2030, a fabricação de automóveis que utilizam diesel e gasolina - pode causar a ruína dos mais diversos setores econômicos, além de desemprego e depreciação da economia brasileira.

"Tem-se a impressão de que o projeto de lei imita os devaneios de países como a Alemanha e a França – importam uma ideia totalmente fora de lugar. São vassalos de exotismos de países que já resolveram seus problemas básicos. Banir carros em lugares em que os transportes de massa funcionam é uma coisa. No Brasil, sequer há água potável e rede de esgoto para a maioria da população", asseverou.

"Quanto à expansão desse projeto para transportes em geral, incluindo caminhões e ônibus, teríamos simplesmente a ruína total do Brasil, porque não poderíamos escoar a produção de grãos. Para citar apenas um exemplo, só por este fato, o PIB nacional teria um impacto avassalador", salientou.

"A retirada de circulação de veículos, inicialmente sugeridos automóveis, geraria um custo extraordinário para os cidadãos, que nos assistem aqui agora, tanto na troca total de seus veículos quanto na depreciação antecipada. O empresário, sabendo que não haveria futuro para os produtos em voga, passaria a cortar investimentos no setor de forma mais antecipada que o próprio prazo estabelecido no projeto de lei, refletindo diretamente nos postos de trabalho, ou seja, desemprego, e queda da arrecadação para o próprio Estado, sem avaliar ainda os danos sociais, como o desemprego e os seus desdobramentos", ressaltou o parlamentar.

"Quanto à produção e comercialização de gasolina, diesel e outros derivados da Petrobras, bem como os postos de abastecimento, distribuidores, armadores e importadores em todo o Território nacional, teriam um grave e grande impacto em seu faturamento, que geraria demissões em massa ou até falência da empresa e associados, como empresas-satélites e suas geradoras de tecnologia. Praticamente, seria a decretação da falência de toda a cadeia produtiva do petróleo. A Petrobras seria abalada e, com ela, todas as economias estaduais que dependem de suas atividades", complementou.
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