terça-feira, 17 de março de 2020

Bolsonaro rebate: ‘Até as coisas simples que a gente manda para o Congresso, não vai para a frente’





Em entrevista ao apresentador Datena, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre as disputas de poder por trás das narrativas de que Bolsonaro se envolve em conflitos. Questionado sobre as narrativas de “golpe”, Bolsonaro disse: “isso é falta de argumento. Não tem argumento, entra nessa vala comum. Estamos aí com praticamente 15 meses de governo. Houve alguma medida minha para cercear a imprensa, como houve no governo PT? Algum movimento meu visando se afastar do Legislativo?”. 




O presidente disse: “nunca se ouviu uma palavra minha de agressão ao Legislativo ou ao Judiciário. Mas você lê na imprensa, essa imprensa aí que perdeu recursos por parte do governo federal”. Bolsonaro questionou: “É justo trabalhar lá e botar na minha conta que eu estou deixando 30 bilhões na mão do relator?”. E apontou que, com 30 bilhões, “podem fazer muita coisa que não é do interesse público”. 

O presidente explicou: “É um governo que está dando certo. Agora, com esse tipo de trabalho que parte da mídia e algumas autoridades vêm fazendo, a tendência é a gente viver um clima tenso”.

O presidente falou sobre as dificuldades que enfrenta no Congresso, onde os projetos enviados pelo Executivo passam meses sem avançar ou são desfigurados. Bolsonaro disse: “Até as coisas simples que a gente manda para a Câmara, para o Congresso, não vai para a frente”. O presidente exemplificou com as Medidas Provisórias da carteirinha digital estudantil e da que desobrigava empresas de publicar seus balanços em jornais de grande circulação. As duas medidas provisórias caducaram sem sequer serem levadas a votação. Bolsonaro questionou: “deixou caducar. Que acerto fez com a imprensa? Que acerto fez com a UNE e o PCdoB? Estou falando de coisas simples, não é um projeto macroeconômico”. O presidente mencionou ainda os projetos relativos à carteira nacional de habilitação, e disse: “O que eu quero? Que vote!”.

Bolsonaro defendeu que os políticos deixem de lado as picuinhas e coloquem em votação as questões que interessam à sociedade como um todo. O presidente disse que qualquer “acordo” deve ser feito entre os políticos e a sociedade brasileira. 

O presidente exemplificou ainda com a dificuldade de fechar as fronteiras para enfrentar a pandemia. Bolsonaro disse que, com a lei de imigração votada em 2017, hoje o Brasil é um país sem fronteiras, um Brasil onde vale tudo.  E acrescentou: “não é fácil desfazer isso tudo quando você tem dificuldades para aprovar um projeto simples no Parlamento brasileiro. Essa é uma grande realidade”.

Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...