domingo, 22 de março de 2020

Em entrevista à CNN, Bolsonaro rebate insinuações de ‘crise’ com ministros: ‘o presidente é quem escalou esse time’





Em entrevista à CNN, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o otimismo com os testes que vêm sendo realizados com a cloroquina no tratamento da epidemia. Bolsonaro reiterou que o Brasil deve se preparar para oferecer o tratamento se ele se comprovar viável e lembrou que, além do país já ter estoques disponíveis, o custo de produção é extremamente baixo. 




Questionado sobre as atitudes dos governadores que estão paralisando a economia e criando um clima de pânico entre a população, Bolsonaro afirmou que diversos governadores estão tomando decisões que extrapolam suas atribuições, como o fechamento de estradas e aeroportos, e prejudicando até mesmo o combate à pandemia, ao cortar as cadeias de distribuição de produtos essenciais. O presidente disse que “remédio em excesso se torna veneno”

Especificamente em relação ao governador de São Paulo, João Dória, Bolsonaro afirmou: “é um lunático. Está fazendo política em cima desse caso. Um governador que está se aproveitando desse momento para querer crescer politicamente”. 

Bolsonaro apontou ainda que os governadores que exageram nas medidas restritivas, paralisando a economia, “estão fazendo um clima de terror junto à população desses estados”, e apontou que isso pode causar depressão entre as pessoas, contribuindo para a queda da imunidade. O presidente disse que os governadores que estão agindo dessa forma são os mesmos que o criticam desde o início do mandato e que agem de olho na eleição de 2022. Bolsonaro disse ainda que liberará recursos exclusivamente para o combate à pandemia. 

O presidente rechaçou as insinuações da imprensa de que em algum momento tenha minimizado os riscos. Questionado sobre o uso do termo “gripezinha’, Bolsonaro lembrou que estava falando sobre ele mesmo. O presidente disse: “falei de uma ‘gripezinha’ para a minha pessoa. E pode ter certeza de que para a maioria da população será assim”. Bolsonaro lembrou que a doença pode ser bastante grave entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes. 

Bolsonaro também falou sobre os insistentes pedidos da imprensa para que ele faça novos testes, e que divulgue os laudos. O presidente perguntou: “se fizessem o mesmo pedido para HIV ou câncer, será que estariam deferindo um pedido desses?”. Bolsonaro afirmou que jamais mentiria para o povo brasileiro, e considera uma ingerência e uma intromissão a exigência de divulgação de dados pessoais. 

O presidente falou ainda sobre as narrativas veiculadas pela velha imprensa sobre supostas crises entre ele e ministros. Bolsonaro disse: “essa ‘crise’ é fabricada pela imprensa. É uma maneira de desestabilizar e desgastar o governo. É comum a imprensa dizer que os ministros fazem um excelente trabalho apesar do presidente. Ora, o presidente é quem escalou esse time. Se eu não quisesse um trabalho sério, não escalaria esse time de ministros. Não escalaria esses ministros que têm dado um show, que têm orgulhado todo o Brasil. Nunca se viu no Brasil uma equipe de ministros como essa. Eu sou o técnico do time e o time está jogando muito bem, graças a Deus”. 

Bolsonaro disse que não haverá um colapso do sistema de saúde. O presidente disse que a curva de contaminação deve se alongar no tempo e que uma cura pode surgir a qualquer momento. Bolsonaro enfatizou a necessidade de evitar pânico, dizendo: “uma população em depressão perde imunidade e fica mais propensa a ter sérias complicações”. 

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