quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Bolsonaro publica pronunciamento de Donald Trump sobre importância das Forças Armadas e 'perigos' no mundo globalizado



O presidente Jair Bolsonaro compartilhou, pelas redes sociais, o trecho do discurso do presidente americano, Donald Trump, na ONU, quando se referia ao papel das Forças Armadas. No trecho compartilhado por Bolsonaro, Trump diz: 

“Enquanto falamos, os Estados Unidos também estão trabalhando para acabar com a guerra no Afeganistão e estamos trazendo nossas tropas para casa. Os Estados Unidos estão cumprindo nosso destino como pacificadores, mas é paz através da força. Somos mais fortes agora do que nunca. Nossas armas estão em um nível avançado como nunca tivemos antes — como, francamente, nunca pensamos em ter antes. E eu só peço a Deus para que nunca tenhamos de usá-las.

Por décadas, as mesmas vozes cansadas propuseram as mesmas soluções fracassadas, perseguindo ambições globais às custas de seu próprio povo. Mas só quando se cuida dos próprios cidadãos que se encontra uma verdadeira base para a cooperação”. 

Leia o discurso do presidente Donald Trump na Organização das Nações Unidas.

É uma grande honra me dirigir à Assembleia Geral das Nações Unidas.

Setenta e cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial e a fundação das Nações Unidas, estamos mais uma vez engajados em uma grande luta global. Travamos uma batalha feroz contra o inimigo invisível — o vírus da China — que tem ceifado inúmeras vidas em 188 países.

Nos Estados Unidos, lançamos a mais agressiva mobilização desde a Segunda Guerra Mundial. Produzimos rapidamente um suprimento recorde de respiradores, criando um excedente que nos permitiu compartilhá-los com amigos e parceiros em todo o mundo. Fomos pioneiros em tratamentos vitais, reduzindo nossa taxa de mortalidade em 85% desde abril.

Graças a nossos esforços, três vacinas estão na fase final de ensaios clínicos. Estamos produzindo em massa com antecedência, para que possam ser entregues imediatamente após sua liberação.

Vamos distribuir uma vacina, derrotar o vírus, acabar com a pandemia e entrar em uma nova era de prosperidade, cooperação e paz sem precedentes.

Enquanto buscamos esse futuro brilhante, devemos responsabilizar a nação que desencadeou essa praga no mundo: a China.

Nos primeiros dias em que o vírus apareceu, a China bloqueou viagens domésticas enquanto permitia que voos saíssem da China e infectassem o mundo. A China condenou minha proibição de viagens a seu país, mesmo tendo cancelado voos domésticos e mantido cidadãos em lockdown em suas casas.

O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde — que é praticamente controlada pela China — declararam falsamente que não havia provas de transmissão de pessoa para pessoa. Posteriormente, disseram falsamente que pessoas sem sintomas não disseminariam a doença.

As Nações Unidas devem responsabilizar a China por suas ações.

Além disso, todos os anos, a China despeja milhões e milhões de toneladas de plástico e lixo nos oceanos, pratica sobrepesca nas águas de outros países, destrói vastas extensões de recifes de corais e emite mais mercúrio tóxico na atmosfera do que qualquer país do mundo. As emissões de carbono da China são quase o dobro das dos EUA, e estão aumentando rapidamente. Em contraste, depois que revoguei o Acordo Climático de Paris, no ano passado, os Estados Unidos reduziram suas emissões de carbono em maior quantidade do que qualquer outro país presente no acordo.

Aqueles que atacam o excepcional histórico ambiental dos Estados Unidos, ignorando a poluição galopante da China, não estão interessados ​​no meio ambiente. Só querem punir os Estados Unidos, e não vou aceitar isso.

Para que a Organização das Nações Unidas seja uma organização eficaz, deve se concentrar nos problemas reais do mundo. Isso inclui terrorismo, opressão contra mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e sexual, perseguição religiosa e limpeza étnica de minorias religiosas.

Os Estados Unidos sempre serão líderes em direitos humanos. Meu governo está promovendo a liberdade religiosa, oportunidades para mulheres, a descriminalização da homossexualidade, o combate ao tráfico de pessoas e a proteção de bebês em gestação.

Também sabemos que a prosperidade americana é a base da liberdade e da segurança em todo o mundo. Em apenas três anos, construímos a maior economia da história e estamos fazendo isso de novo rapidamente. Nosso Exército aumentou substancialmente em tamanho. Gastamos US$ 2,5 trilhões nos últimos quatro anos com nossas Forças Armadas. Temos as forças militares mais poderosas de qualquer lugar do mundo, nem se compara.

Resistimos a décadas de abusos comerciais da China. Revitalizamos a Aliança da Otan, para a qual outros países estão agora pagando uma parte muito mais justa. Estabelecemos parcerias históricas com México, Guatemala, Honduras e El Salvador para impedir o contrabando de pessoas. Estamos ao lado do povo de Cuba, Nicarágua e Venezuela em sua justa luta pela liberdade.

(...)

Este mês, alcançamos um acordo de paz entre a Sérvia e Kosovo. Alcançamos um marco histórico com dois acordos de paz no Oriente Médio, após décadas sem progresso. Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein assinaram um acordo de paz histórico na Casa Branca, com muitos outros países do Oriente Médio por vir. Eles estão vindo rápido e sabem que é ótimo para eles e é ótimo para o mundo.

Esses acordos de paz inovadores são o alvorecer do novo Oriente Médio. Ao adotarmos uma abordagem diferente, alcançamos resultados diferentes — resultados muito superiores. Adotamos uma abordagem e ela funcionou. Pretendemos entregar mais acordos de paz em breve, e nunca estive tão otimista quanto ao futuro da região. Não há sangue na areia. Aqueles dias, espera-se, acabaram.

Enquanto falamos, os Estados Unidos também estão trabalhando para acabar com a guerra no Afeganistão e estamos trazendo nossas tropas para casa. Os Estados Unidos estão cumprindo nosso destino como pacificadores, mas é paz através da força. Somos mais fortes agora do que nunca. Nossas armas estão em um nível avançado como nunca tivemos antes — como, francamente, nunca pensamos em ter antes. E eu só peço a Deus para que nunca tenhamos de usá-las.

Por décadas, as mesmas vozes cansadas propuseram as mesmas soluções fracassadas, perseguindo ambições globais às custas de seu próprio povo. Mas só quando se cuida dos próprios cidadãos que se encontra uma verdadeira base para a cooperação. Como presidente, rejeitei as abordagens fracassadas do passado e estou orgulhosamente colocando os Estados Unidos em primeiro lugar, assim como vocês deveriam estar colocando seus países em primeiro lugar. Tudo bem — isso é o que vocês devem fazer.

Estou extremamente confiante de que no próximo ano, quando nos reunirmos pessoalmente, estaremos no meio de um dos maiores anos de nossa história — e francamente, esperamos, da história do mundo.

Obrigado. Que Deus abençoe todos vocês. Que Deus abençoe os Estados Unidos da América. E que Deus abençoe as Nações Unidas.


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