sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Deputada Bia Kicis desabafa sobre inquérito de Moraes e relata depoimento à PF: ‘Isso é uma vergonha’



Em entrevista à rádio Jovem Pan, a deputada federal Bia Kicis expôs como foi seu depoimento na Polícia Federal em inquérito presidido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a respeito das manifestações populares ocorridas no início deste ano. Tais manifestações foram qualificadas pela velha imprensa como “atos antidemocráticos”.

A deputada principiou: “Embora seja muito desagradável estar nessa situação de investigada em inquérito por atos antidemocráticos, foi tranquilo o depoimento, pois nunca pratiquei ato antidemocrático, fica muito fácil responder às perguntas. Queriam saber sobre relacionamentos, se eu conhecia outros investigados. Ele deixou claro que eu estava respondendo como uma testemunha não compromissada. Mesmo podendo, não deixei de responder a nenhuma pergunta”.

No ensejo, ela prosseguiu: “Tive de responder com relação à Lei de Segurança Nacional, se eu tinha incitado as Forças Armadas contra as instituições. Coisas desse tipo. Respondi a tudo naturalmente. A sensação que fica é que nossa valorosa Polícia Federal deveria estar usando seu tempo e o dinheiro do contribuinte para investigar bandidos de verdade, não pessoas que se pautam pela conduta correta, de acordo com o ordenamento jurídico, mas que, sim, têm coragem de fazer valer seu pensamento e a busca pela verdade”.

Após Guilherme Fiuza classificar o inquérito como obscurantista e ditatorial, afirmando que é “coisa de ditadura por colocar uma parlamentar para explicar coisas sem premissas”, Bia Kicis realçou: “Se esse fosse um parlamento de coragem, seria um momento de nos unirmos para fazer valer o poder do Parlamento. O que vemos é que tem muita gente que prefere não mexer com o STF, com o Supremo Tribunal Federal. Tentamos colocar vários projetos que colocariam limite nesse poder desenfreado do STF, mas isso não tem tido eco”.

Neste contexto, ela salientou: “Agora, estão gerando um filho espúrio da CPMI Fake News, que gerou o inquérito das fake news, esse projeto de lei que visa regular as redes sociais”.

A parlamentar expôs o que considera atos antidemocráticos: “Antidemocráticos eu considero, por exemplo, esses antifas, os quais vão para as ruas agredindo os outros. Um amigo fez um compilado de vários atos antidemocráticos de CUT, MST, invadindo prédios públicos e quebrando vidraças de prédios. Se vestir de verde e amarelo para manifestar apoio ao presidente Jair Bolsonaro jamais deveria ser considerado ato antidemocrático. Isso é uma vergonha”.

Ademais, no que concerne à PEC do fim do foro privilegiado, Bia Kicis assestou: “Não vejo nenhuma vontade política de tocar este projeto para a frente.  Estou bastante determinada para tocar a PEC 199, a qual pode fazer uma grande diferença.  Fazemos parte de uma frente de ética e combate à corrupção. Ontem, estivemos reunidos para tocar adiante a PEC da prisão em segunda instância”.


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