sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Senadores, deputados e jornalistas confrontam Dias Toffoli e apontam ‘podres’ na presidência do STF



Por ocasião do fim do mandato de Dias Toffoli, ministro do STF, como presidente da Suprema Corte, senadores, deputados, jornalistas e personalidades em geral comentaram os feitos sua gestão. Majoritariamente, as opiniões foram negativas e rememoraram atos deletérios do ministro, afetando a liberdade de expressão, o combate à corrupção e a imagem do Supremo Tribunal Federal.

O senador Alessandro Vieira avaliou: “Acabou a era Toffoli no STF. Sem meias palavras: já vai tarde. Ele representa aquilo que um país sério jamais admitiria: advogado de partido com raso saber jurídico que chega ao cargo pela força política de seu padrinho. Seu legado é de destruição do combate à corrupção”.

O senador Plínio Valério, por sua vez, criticou Toffoli ao comentar o “legado” que o ministro deixará na presidência da Corte: “Toffoli deixa a presidência do STF essa semana. Qual o seu legado à frente da Suprema Corte além de articular o fim da prisão em segunda instância, o maior cavalo de pau jurídico que botou na rua milhares de criminosos e de seu amigo Lula?”.

O deputado federal Paulo Eduardo Martins, por seu turno, comentou recente matéria que atinge Toffoli frontalmente: “Esse caso que envolve o Toffoli e que foi revelado pela Crusoé  tem potencial de ser o maior escândalo da história judiciário brasileiro. Não pode ser ignorado, nem pré-julgado, precisa ser apurado. É a credibilidade de um poder em jogo. A toga não é negra para esconder sujeira”.

Evandro Pontes, em artigo no Crítica Nacional, foi categórico: “Chega ao fim, graças a Deus, o STF de Toffoli. Luiz Fux, ao ter tomado posse ontem, encerra o momento mais obscuro e vergonhoso da História da Justiça brasileira”. Ele acrescentou: “a leitura que tenho é de que Toffoli protagonizou um verdadeiro Período das Trevas, não só na Justiça brasileira, mas na própria História do Brasil. O legado deixado por Toffoli é de obscuridade, ignorância, prepotência, juizite, erros técnicos, atuação política de baixo estrato moral, descontrole de egos, enfim – um show de horrores em todos os sentidos. Não há um elogio a ser feito”. 

Ademais, a jornalista Fernanda Salles pontuou: “Dias Toffoli deixa um legado de lama, sujeira e inúmeros atentados contra a democracia à frente da Suprema Corte. Mas o que você vai ver hoje é o centrão rasgando elogios ao ex-advogado do PT. Fux é totalmente a favor da censura imposta a conservadores no inquérito ilegal das Fake News. Portanto, não esperem nada melhor do que a gestão desastrosa, vergonhosa e desprezível que fez Dias Toffoli nos últimos dois anos”.

Claudia Wild, do jornal Hora Extra, asseverou: “Desculpe-me Sr. presidente do STJ, mas o Toffoli não cabe na definição de um representante do ‘povo’. O sujeito é só um petista com boas conexões, que foi indicado para o cargo. O tal ‘povo’, essa entidade maldita, JAMAIS teria colocado um reprovado na magistratura em tal função”.

Roberto Jefferson, presidente do PTB, destacou: “Presidente Bolsonaro apareceu de surpresa na despedida de Dias Toffoli da presidência do STF, e deixou um lindo recado aos ministros: ‘Cheguei aqui pelo voto e vocês, por indicação de ex-presidentes’. Essa os 11 tiveram que engolir a seco”.

Por sua vez, Salim Mattar, dono da Localiza, referiu: “Último ato de Toffoli onera o cidadão e privilegia o judiciário. Absurdo, em plena crise, o CNJ aprova um novo benefício para os magistrados que já são bem remunerados. Mais uma vez quem pagará a conta será a sociedade incluindo os mais necessitados”.

Bárbara, do canal Te Atualizei, criticou declaração de ministro do STJ a respeito de Toffoli: “Toffoli é o povo? Toffoli é o poder? Eu quero saber qual é a legitimidade desse senhor para falar em nome de um povo que tem ojeriza a esse senhor!”.

Daniel Silveira, deputado federal aliado do presidente Jair Bolsonaro, publicou: “Toffoli deixa a presidência e revista censurada por Moraes revela tudo o que Marcelo Odebrecht disse à PGR. “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo de meu pai?’”.

Ana Paula Henkel, campeã do vôlei e comentarista política, desabafou: “Essa cerimônia de ‘despedida’ (já vai tarde) de Toffoli e os discursos de Alcolumbre e Maia são inacreditavelmente bizarros, um tapa na cara de qualquer brasileiro sério. Um verdadeiro deboche. Gente que vive num universo paralelo, completamente desconectada da sociedade”.

O jornalista Jouberth Souza qualificou: “Dias Toffoli foi o pior Presidente na história do STF. Quem concorda?”.

Maurizio Spinelli, bacharel em Direito, foi enfático: “Toffoli sairá da presidência do STF como o pior presidente de todos os tempos. Sob seu aval, o Direito foi vilipendiado, a Constituição se transformou em letra morta e a lei se calou. Os maiores absurdos jurídicos da história da República aconteceram sob seu comando”.

Carmelo Neto, pré-candidato a vereador, retrucou declaração do ministro: “Em tom de despedida, Toffoli disse que o STF moderou conflitos e promoveu a ‘paz social’. Desculpem a pergunta, mas de que Suprema Corte ele está falando? Alguém sabe?”.

Major Fabiana, deputada Federal, frisou: “A fala do presidente do STJ sobre o Toffoli foi vergonhosamente infeliz”. 

Luiz Camargo Vlog alfinetou: “Toffoli é o povo ou é o amigo do amigo do meu pai??? Fico confuso assim!”.

Marcello Neves, assessor parlamentar, foi enérgico: “Toffoli deixou a presidência do STF, com uma carreira manchada por decisões parciais, vermelhas e contra o Brasil, regado de lagostas, camarões e vinhos importados. Um câncer para o País!”.

Tenente Coimbra, deputado estadual por São Paulo, comentou recente decisão de Toffoli: “O STF suspendeu a medida que obrigava o Estado a disponibilizar merenda escolar aos alunos. O Min. Dias Toffoli, considerou que a medida causa risco às finanças do  Governo. Existem diversos cortes de gastos possíveis, mas julgaram que esse causa risco as finanças públicas”.

Raquel Stasiaki, advogada e mestre em Direito Econômico, também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre: “É inacreditável! Uma cerimônia pavorosa ver Davi Alcolumbre (DEM-AP), eleito para derrotar Renan Calheiros (MDB-AL), e também p/ destravar os pedidos de impeachment dos Ministros do STF, se tornar pajem de Dias Toffoli dando as costas ao povo brasileiro”.

O ministro Gilmar Mendes, por seu turno, destoou da maior parte da opinião pública e fez elogios efusivos a Toffoli. Mendes declarou: “A gestão do Min. Toffoli no STF foi revolucionária. 1) Destravou a pauta do plenário, ampliando a colegialidade nos julgamentos virtuais. Temos hoje o menor acervo dos últimos 24 anos! 2) Colocou a Suprema Corte na vanguarda do combate à desinformação e às fake news”.

O deputado Marcel van Hattem assestou como o STF reage desproporcionalmente contra cidadãos que criticam a Suprema Corte e, concomitantemente, age com leniência diante dos verdadeiros criminosos. Ele explicou as mudanças que espera com a saída de Toffoli: “Esperamos do novo Presidente da Suprema Corte brasileira, o Ministro Luiz Fux, atitude realmente digna de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, de um juiz de última instância, e não de um político. Afinal de contas, o próprio inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal passou ao arrepio da lei e do próprio Estado de Direito, validado pela Corte não entendo como, porque o que precisa prevalecer, independentemente de quem é alvo de um inquérito, é o respeito ao devido processo. Nós vemos que há com bandidos uma leniência enorme do Supremo e de outras instituições, e com aqueles que eventualmente podem ter se excedido mas que criticam os Poderes, o Supremo Tribunal Federal, o Legislativo ou o Executivo, um excesso de reação e de atitudes ao arrepio da lei e do Estado de Direito”.

O deputado Paulo Ganime, por sua vez, aquilatou: “Podemos, aqui, traçar várias críticas e comentários até mesmo à presença do próprio Ministro, como Ministro do STF, desde a sua indicação, como Ministro, pelo então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, muito contestada, inclusive pelo fato do contestado saber jurídico, que deveria ser um dos elementos, um dos pontos-chave para ser nomeado Ministro do STF. Tratava-se de um advogado, bacharel em Direito, que não conseguiu ser juiz nos concursos que tentou fazer, mas que alcançou a Suprema Corte do Brasil pela indicação política”.


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