quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Bolsonaro alfineta PT sobre Celso Daniel, desabafa diante de cidadãos e alerta para risco à liberdade: ‘Querem que eu faça milagre’



Em diálogo com cidadãos na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro abordou as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Brasil, analisou as eleições brasileiras e a necessidade de participação dos brasileiros, explicou a necessidade de o governo dialogar com parlamentares, explicou a decadência da Venezuela e de países sob a égide do socialismo e rememorou o ataque sofrido durante as eleições de 2018.

“A capacidade do brasileiro é enorme. Agora, houve olimpíadas internacionais de matemática e o Brasil foi o décimo lugar. Em economia, primeiro lugar. Há um potencial enorme aqui. Igual eleição, política. Em cidade pequena, não tem de fazer campanha, você sabe quem é ele. Tem certos partidos, você sabe o objetivo desses partidos, qual é a meta dele. Tem que escolher o menos ruim. Vota no menos ruim. Você tem que escolher, a pior coisa que tem é não votar, ou anular o voto. ‘Ah, não votei em ninguém’. Aquele pessoal de bandeira vermelha, vota todo mundo direitinho lá”.

O presidente rebateu críticas contra sua aproximação com parlamentares: “Chega aqui no Congresso, há uma oposição enorme desses caras e vocês querem que eu faça milagre. Alguns criticam que estou me aproximando de certos partidos. Deputados são 513. Preciso, para aprovar uma emenda constitucional, de 308 votos. Falam que tal pessoa não presta. Preciso desses votos para aprovar. Como vou fugir deles?”

Bolsonaro também falou sobre as traições que já sofreu. O presidente disse: “Alguns traem. O partido em que eu estava, olhe o que aconteceu com alguns lá. O que é mais valioso que a vida? A liberdade. Veja a Venezuela. Não tem comida e nem liberdade. Acreditaram...Olhe o que aconteceu lá. Um país muito rico, muito ouro e petróleo. Os governantes começaram a fazer projetos sociais. O cara acostuma, não é? Até que teve mais uma crise, o petróleo foi lá para baixo, faltou receita. Aí, começou a receita. O PT colocou comissão da verdade. Que tal começar com o Celso Daniel, não é? Teve excessos? Em qualquer lugar, tem. Até em casa, a gente comete excessos com quem está do nosso lado, mas é a verdade que vai nos libertar”.

Bolsonaro disse que não trabalha pensando na reeleição: “Se eu pensar em 2022, estou morto. Não durmo mais, tento agradar a todo mundo, chamar todo mundo de bonito, ‘estamos juntos’ e ‘valeu’. Minha aceitação no Nordeste ultrapassar 50%. Ninguém acreditava nisso. Começamos a concluir obras. Tinha obra parada há 20 anos, faltava 5%. Teve BR, teve a transposição do Rio São Francisco”

O presidente também rebateu críticas por se aproximar de petistas: “Vocês sabiam que o ministro Tarcísio Gomes de Freitas trabalhou com a Dilma Rousseff? Quando indiquei esse desembargador para o STF, falaram que era comunista. Ah, então tem de mandar embora o Tarcísio. Sabiam que o General Fernando Azevedo, ministro da Defesa, trabalhava com o Toffoli? Se trabalha com alguém e esse alguém faz uma besteira, e daí? Eu tiro muitas fotos, quando o cara na foto faz uma besteira, falam da foto”.

Bolsonaro apontou ainda os excessos de governantes, que estão restringindo direitos dos cidadãos a pretexto de combater a pandemia: “Veja o que o presidente da Argentina fez no tocante ao vírus. Imagine se o Haddad fosse presidente aqui. Se não fosse a pandemia, a gente estava lá em cima. A previsão era de crescimento de 3%. Quase todo prefeito ameaçou, mandou ficar em casa. Não vote nesses. Se o campo tivesse parado, imagine a desgraça que seria no Brasil. Tem muita gente que defende animais e é de esquerda. Na Venezuela, não tem mais cachorro, pois comeram tudo”.

O presidente também falou sobre as pressões internacionais e as campanhas de desinformação contra o Brasil. Bolsonaro disse: “Nós temos o que ninguém mais tem. Daqui a 10 anos, a gente vai alimentar mais de 3 bilhões de pessoas, mais de ⅓ da população mundial. Há interesse de países, não em investir, mas em ir dominando. Nas eleições, é claro que estou torcendo pelo Donald Trump”

O presidente lembrou das dificuldades para sua eleição: “No Brasil, foi um milagre. Quando viram que não poderiam me derrotar mais, foram para a fac*. Sobrevivi. A gente vê, é gente como você que me elegeu. Eu não tinha dinheiro, não tinha partido, não tinha tempo de TV, não tinha nada. Alguns tentaram dar dinheiro e não aceitei. Em 2014, a JBS botou R$200 mil na minha conta. Eu devolvi e mandei o partido me dar do fundo partidário. Fui acusado de lavagem de dinheiro. É impressionante”.

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