segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Cidadãos criticam fundo eleitoral bilionário para políticos: ‘perpetua no poder os que já têm poder’



Após ser divulgado que menos de 1% dos candidatos ficam com 80% do fundo eleitoral, cidadãos e políticos manifestaram suas opiniões sobre os recursos públicos que são destinados aos partidos apesar da profunda oposição da sociedade. 

O deputado Marcel Van Hattem afirmou: 

Como tenho denunciado na tribuna da Câmara há tempos: o discurso de que o dinheiro público dá condições de quem não tem dinheiro fazer campanha é um engodo, é uma MENTIRA. O dinheiro vai para uma minoria, já rica e em geral já com mandato. Vai para os amigos dos reis partidários, caciques que controlam o dinheiro público que é gasto em campanha em vez de ir para saúde, segurança ou educação. Uma vergonha! Serve apenas para perpetuar no poder os mesmos que já têm poder e têm dado, via de regra, péssimos exemplos!

Eu posso dizer com tranquilidade: fui eleito sem usar UM CENTAVO desse dinheiro - e jamais usarei! Agradeço sempre a todos que me ajudaram voluntariamente nas minhas campanhas, com doações ou divulgação. É apenas obrigação para quem quer de fato mudar a política dar exemplo e não usar dinheiro público em campanha!

O jornalista Paulo Mathias disse: “80% do fundo eleitoral vai para menos de 1% dos candidatos. Quem defende o fundão sempre diz que ele é o "custo da democracia". Na prática, é o custo pra manter os partidos nas mãos de seus caciques”.

O vereador Fernando Holiday afirmou: “80% dos R$ 807 milhões liberados para fundo eleitoral foram direcionados para apenas 0,8% dos candidatos em todo Brasil. A desculpa de que o fundão serve para "democratizar a política" é uma falácia. Fundo eleitoral serve apenas para perpetuar quem já domina a máquina pública”.

O jornalista e escritor Palmério Dória ironizou: “Menos de 1% dos candidatos ficam com 80% do fundo eleitoral" - A melhor democracia que o dinheiro pode comprar.

O economista Matheus Hector questionou a frase “O Fundo Eleitoral é importante para democratizar o acesso das pessoas à política.”, dizendo: “Mentira deslavada! Quase 80% dos recursos vão para 0,8% dos candidatos. Isto é um mecanismo de preservação de poder e potencialização da cacicagem partidária. Vergonhoso…”

O deputado Bibo Nunes alertou ainda contra as mentiras, dizendo: “Tem muito candidato dizendo que não usa dinheiro público do FUNDO ELEITORAL, mas está usando. Confira no TRE se falam a verdade. Quem mente sobre isso não merece ser eleito ou eleita! Tem partido que diz que não usa e vergonhosamente está usando. Fique atento!”.

A deputada Carla Zambelli disse: “DISCREP NCIA: Menos de 1% dos candidatos concentram 80% dos fundos públicos de campanha. De 549 mil postulantes no país, 4.600 deles foram destinatários de R$ 646 milhões dos fundos eleitoral e partidário.  Ajudem aqueles que têm respeito pelo dinheiro do povo brasileiro!”

O presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários, Germano Rigotto, afirmou: “O fundo eleitoral permite que os “donos” dos partidos distribuam  os recursos geralmente privilegiando os detentores de mandato ou até “laranjas”, como aconteceu na eleição passada. Os fundos (eleitoral e partidário) são o fator para termos 35 partidos legalizados”. 


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