terça-feira, 20 de outubro de 2020

Cientista político rebate discurso esquerdista, acusa omissão da mídia e escancara destruição da Venezuela



A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) promoveu o seminário “Como destruir um país: uma aventura socialista na Venezuela”, com as participações de María Teresa Belandria Expósito, embaixadora da Venezuela no Brasil; Lucas Ribeiro, internacionalista e colunista do jornal 𝘉𝘳𝘢𝘴𝘪𝘭 𝘚𝘦𝘮 𝘔𝘦𝘥𝘰; e Marcelo Suano, cientista político e escritor. 

Neste contexto, Marcelo Suano ressaltou como a mídia brasileira omitiu-se ao abordar a situação da Venezuela sob o domínio de Chávez e Maduro, além de abordar como as Forças Armadas venezuelanas foram aparelhadas e doutrinadas para servir aos interesses da esquerda.

O escritor principiou: “Do momento em que o Maduro assume até o momento em que ocorre a Constituinte, há uma crônica de todos os atos e estratégias usados pelo regime para massacrar o povo na rua, coisas que não foram ditas por jornais do Brasil, exceto por heróis ou indivíduos que se aventuraram a tentar entender o que estava acontecendo na Venezuela”.

Ele acrescentou: “É curioso como você observa como se ignora o que ocorria na Venezuela, chegando a haver centenas de mort* mensalmente (...). Os gritos e juramentos dos militares da Venezuela são de dedicação de vida e morte ao regime e ao líder. Isso, você não encontra em forças armadas de regimes democráticos. Você encontra nos regimes dos anos 30 da Europa. As Forças Armadas são instituições do Estado, não de governo”. 

Ademais, Suano rebateu a narrativa propagada pela esquerda latinoamericana: “A esquerda utilizou a estratégia do messianismo e do vitimismo. A esquerda foi tomando o poder na América Latina e assumindo para si a responsabilidade pela redemocratização do continente, mas não foram eles os responsáveis. Ela foi conquistada por civis e militares que pensaram em como garantir uma maior participação da sociedade. Nenhum deles, da esquerda, acreditava na democracia. A esquerda que assumiu não foi uma esquerda democrática. Foi uma esquerda que aproveitou um vácuo de poder”.


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