domingo, 25 de outubro de 2020

Príncipe Luiz Philippe aborda como o Brasil está 'dominado' por oligarquias e grupos de interesse e critica Constituição Federal


Em pronunciamento ao vivo, o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança, membro da família real brasileira e empresário, expôs os motivos pelos quais defende alterações profundas na Constituição Brasileira e fez uma explanação a respeito de como o Estado Brasileiro foi apropriado por oligarquias e grupos de interesse nacionais e internacionais.

O parlamentar principiou: "O Brasil, nos últimos 100 anos, é altamente instável. Ele é instável por desenho. Ele está nas mãos de grupos de interesses. Esses grupos de interesses dominam o país. Oligarquias, prefiro chamar assim ou por um nome mais pejorativo. Eles dominam o Brasil. Grupos de interesses políticos, econômico, a maioria internos, mas também há grupos políticos e econômicos externos. Esse é o Brasil no contexto atual".

No ensejo, ele acrescentou: "Qualquer Nação-Estado precisa se proteger, precisa definir o seu território, a sua cidadania, o seu povo. Precisa proteger, dar valor a esses cidadãos como sendo um Estado de Direito que permite liberdade internas ao passo que se protege de interferências externas. Nós não temos isso. Não é essa a nossa organização. Na prática, cerceamos nossas liberdades internas e nos abrimos a esses grupos de interesses externos para que venham aqui fazer leis".

Dessa Forma, Luiz Philippe abordou como as falhas constitucionais promovem instabilidade política e ausência de defesa das liberdades individuais: "Eles vêm de fora para impor normas tecnocráticas, coletivistas. Isso vai de encontro ao que é, efetivamente, a democracia. Democracia e Estado de Direito sempre estão em conflito. Eles advém da mesma vontade liberalizadora contra a tirania. Agora, um luta contra o outro também. Isso é a questão da estabilidade que a gente precisa entender. Temos um problema constitucional de instabilidade política, de não-proteção do cidadão, de não-proteção do território nacional, da soberania, de capacitação das Forças Armadas, além de um problema diplomático de visão. A maioria dos diplomatas vê o Brasil como parte de um bloco multilateral. Temos um problema jurídico muito grave, de ambiguidades. Você está transferindo poder àquele que interpreta. Um juiz, um político, um burocrata".

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