domingo, 18 de outubro de 2020

Roberto Jefferson confronta Maia e Alcolumbre ao abordar ‘blindagem’ ao STF e ‘extorsão’ contra Bolsonaro



Em entrevista a Luís Ernesto Lacombe no programa Opinião no Ar, da Rede TV!, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, aventou suas perspectivas a respeito da postura de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, diante dos problemas nacionais.

O ex-deputado salientou como a conduta de ambos influiu para que Bolsonaro se aliasse a parlamentares de centro: “O centro democrático dá estabilidade a Bolsonaro. Ele precisa, ameaçado que está. Por um moleque, que é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. E outro moleque, que é o presidente do Senado. O tempo todo jogam na extorsão com ele. Deixam caducar medidas provisórias, projetos importantes que são de benefício do povo”.

Neste contexto, ele explicou como uma “rede de proteção” de parlamentares aliados elude um possível processo de impeachment decorrente de caprichos de Rodrigo Maia: “Agora, Rodrigo Maia está deixando caducar uma medida para beneficiar a Globo contra as torcidas e os clubes de futebol. É desavergonhado, um sujeito safado, do pior nível. O pior é que o apelido dele na planilha da Odebrecht é Botafogo, o meu time. Bolsonaro precisa se aproximar e conversar, precisa ter uma rede de proteção, pois o Rodrigo Maia pode fazer uma fanfarrice, ele é bobo, vaidoso, pimpão, pode querer receber um impeachment contra Bolsonaro. Bolsonaro precisa de uma rede, vai botar o processo e não vai conseguir aprovar”.

Questionado a respeito dos motivos pelos quais a CPI para investigar o Judiciário não avança, Jefferson argumentou: “É prerrogativa do presidente do Senado, o Alcolumbre. Ele é que pauta a CPI e preenche as vagas dos senadores. Ele tem quatro processos no STF de corrupção e lavagem de dinheiro. O Toffoli, o ‘amigo do amigo do meu pai’ disca para ele. Levava mensalão da Odebrecht, isso só no Brasil. Ele liga para o Batoré e diz: ‘Se você puser na pauta a CPI, eu boto seu processo para votar aqui’. Vai sair como o Eduardo Cunha, preso, cassado como senador. ‘Se colocar na pauta, botamos o teu’. Interessa ao STF ter sempre um ‘ra** sujo’, pois não tem independência e nem coragem para tomar atitude”.

Jefferson complementou: “O caso desse, como o do Marco Aurélio de agora, era para abrir algo hoje, amanhã. Tinha que ter investigação, mas não tem por causa disso”.


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