segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Delegados da Polícia Federal se pronunciam após mega operação com 670 policiais: Apreensão de R$400 milhões, 37 aviões


A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram nesta segunda-feira (23) a Operação Enterprise. Somente hoje, cerca de 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita cumprem 149 mandados de busca e 66 mandados de prisão nos estados do Paraná, de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, do Pará, Minas Gerais, do Rio Grande do Norte, da Bahia e de Pernambuco. As medidas foram expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

A Interpol também foi acionada para a prisão de oito investigados que estão no exterior, bem como a identificação e sequestro de bens em outros países. “É a maior operação do ano no combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e uma das maiores da história na apreensão de drogas nos portos brasileiros, uma vez se tratar de uma organização criminosa especializada no envio de drogas para a Europa”, destacou a assessoria da PF.

Na megaoperação de hoje, foram apreendidos imóveis, aeronaves e veículos de luxo. A expectativa é que novos bens sejam identificados após o cumprimento de todos os mandados de busca e apreensão. Além da prisão de bens cujo valor pode chegar a R$ 400 milhões, a Operação Enterprise é a maior da história em apreensão de co*. Durante a investigação, foram anteriormente apreendidas 50 toneladas da droga em portos do Brasil, da Europa e da África. O esquema utilizado pelos criminosos consistia na lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas (“laranjas”) e empresas fictícias, a fim de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

A Polícia Federal informou ainda que foram encontrados 11 milhões de euros em espécie dentro de uma van, em Lisboa, em Portugal. Ao todo, foram autorizados pela Justiça os sequestros de 37 aeronaves usadas no tráfico internacional de drogas, sendo apenas uma delas avaliada em 20 milhões de dólares.

O chefe da operação na Polícia Federal, Sérgio Luís de Oliveira, informou que essa investigação começou em 2017 em conjunto com a Receita Federal.

A suposta organização criminosa, pelo volume de recursos movimentados, é considerada pela polícia como uma das maiores em atuação no país.

O nome da operação, segundo a PF, faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de drogas, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial.

Com informações da Agência Brasil. 

Veja trechos da entrevista coletiva concedida pela Polícia Federal e pela Receita Federal. 


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