segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Deputado Paulo Martins reage contra perseguição a quem critica o TSE e as urnas: 'Onde vamos parar?'


Em participação no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o deputado federal Paulo Eduardo Martins falou sobre o pedido para instauração de um inquérito para investigar pessoas por suas opiniões sobre a segurança das eleições. Paulo Martins afirmou: 

Hoje a liberdade de expressão vai até o limite de onde aqueles que detêm o poder acham que deve ir. A Constituição, tchau. A imunidade material que têm os deputados federais, também. 

Os deputados são invioláveis por seus votos e opiniões. Por que estão agora investigando esses deputados sobre suas opiniões a respeito do sistema eleitoral?

O sistema, esse mesmo, que teve a falha no supercomputador do Barroso, não pode ser questionado? Ninguém pode contestar, dizer: olha eu gostaria de um outro sistema, porque este não é verificável. 

Aí você está atentando contra o TSE? O que que é isso? Onde é que a gente vai parar?

Martins explicou que a defesa da liberdade de expressão não deve ser restrita a um grupo de pessoas. Dirigindo-se a petistas, pediu que eles imaginassem o que achariam se a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, fosse investigada por suas opiniões, e disse: “Seria horroroso. Então, o que é ruim para um hoje, se você não faz a defesa de princípio, é ruim para o outro amanhã. E isso está errado”.

O deputado explicou o significado da instauração de um inquérito como esse: “O sistema eleitoral brasileiro tem que ser questionado sim, é legítimo que se questione. O que não é legítimo é propagar notícia falsa. É dizer assim: tem fraude na urna tal, e você não ter a prova sobre isso. Agora, você dizer: “o sistema eleitoral não é auditável”, isso é verdade. Existem relatórios técnicos sobre isso. O que está acontecendo é uma interdição do debate. Sob o interesse de quem, aí é um grande mistério”. 

Questionado pelo jornalista se eles próprios poderiam se tornar alvo de um inquérito por terem comentado a apuração enquanto faziam a cobertura da eleição, Martins respondeu:  “É possível, sim, porque fizemos questionamentos, até porque a gente estava aqui fazendo o trabalho jornalístico e ficamos no escuro, sem informações do TSE por horas, porque o computador do Barroso travou, o computador que não foi testado. E que depois foi revelado - notícia publicada pelo UOL - o pessoal aí das agências de checagem que vá para cima do UOL, se não gostar - que a polícia federal havia encontrado portas, ou seja, brechas na urna eletrônica, e por essa razão o TSE resolveu centralizar a apuração e não deixar nos tribunais regionais”. 

Martins se indignou e questionou: “E aí eu não posso questionar isso? Como é que é, senhor Aras? O senhor está trabalhando para quem? Para a democracia não é!  Colocar espada no pescoço de deputados federais ou de jornalistas, seja lá quem for, que fazem o devido questionamento sobre o computador do Barroso. Tá estranha essa situação”. 


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