quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Presidente Trump mostra carta de senadores de Michigan com amplos indícios de fraudes eleitorais



O presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump, postou, em suas redes sociais, uma carta do presidente do Senado do estado de Michigan, Aric Nesbitt, ao secretário de estado, solicitando uma auditoria nos processos eleitorais do estado e requerendo que nenhum resultado seja certificado antes que a auditoria seja concluída, tendo em vista a existência de inúmeros indícios de fraudes. 

O presidente Trump também fez comentários à situação do estado, afirmando: “o grande estado de Michigan, com muito mais votos do que eleitores, não pode certificar os resultados. Os Democratas roubaram muito, e foram pegos. Uma vitória Republicana”. Ele também mencionou a cidade de Detroit, dizendo: “Em Detroit, há muito mais votos do que eleitores. Nada pode corrigir essa fraude gigantesca. Eu venci em Michigan!”

Ouça a carta do presidente do Senado de Michigan, assinada por ele e mais nove senadores do estado, e compartilhada por Trump:

Secretário Benson, 

Como sabe, a Eleição Geral gerou muito interesse e preocupação entre os cidadãos de Michigan, com o número recorde de 5,4 milhões de cidadãos do estado participando do processo eleitoral. 

Todo cidadão merece ter fé na integridade do processo eleitoral e no seu resultado. É nossa responsabilidade, como servidores públicos eleitos, garantir ao povo de Michigan a integridade do processo, através de total transparência e investigação completa de qualquer alegação de ilícito, fraude, ou abuso. 

Infelizmente, muitas alegações sérias foram feitas, que não podem e não devem ser ignoradas. 

Primeiro, no condado de Antrim, um erro fez com que milhares de cédulas com votos para alguns candidatos fossem contadas como votos para o competidor. Embora esta questão tenha sido identificada e corrigida, depois de observadores apontarem que o resultado era improvável, não ficou claro se esta questão se repetiu em outros locais. Antrim é apenas um dos 47 condados de Michigan que usaram o software em questão - Dominion Voting Systems - para fazer a contagem de seus votos. Isto é especialmente preocupante, porque pelo menos um outro secretário de estado, especificamente no Texas, se recusou a certificar a Dominion Voting Systems, porque o examinador não podia garantir que o sistema fosse “seguro contra manipulação fraudulenta ou não-autorizada”. Isto levanta questões sobre se há falhas fundamentais no próprio software. 

Em segundo lugar, há alegações de que oficiais eleitorais, de forma crítica, manipularam incorretamente numerosas cédulas, inclusive: 

  • Contaram cédulas nulas;
  • Contaram os mesmos lotes de cédulas várias vezes;
  • Instruíram servidores a incluir datas anteriores em votos de eleitores ausentes; 
  • Contaram cédulas que chegaram após a eleição, depois de incluir a data anterior, ilicitamente; 
  • Usaram informações falsas para processar cédulas, tais como datas de nascimento incorretas ou falsas, e inseriram novos nomes no QVF e registraram esses novos eleitores com a data de nascimento de 1/1/1900;
  • Aceitaram cédulas depositadas em urnas depois do prazo final; 
  • Duplicaram cédulas ilegalmente;
  • Contaram votos mesmo quando o nome do eleitor não constava dos registros oficiais de eleitores; 
  • Instruíram servidores a não verificarem as assinaturas nos votos pelo correio; 
  • Impediram a observação do transposição e certificação de votos pelo correio quer precisavam de transposição, inclusive de votos de militares; e 
  • Instruíram eleitores a votarem em um candidato ou partido específico. 

Por fim, há alegações de intimidação oficial e ilegal, e interferência na observação legal da contagem de votos. Observadores de votos são a pedra fundamental do processo eleitoral para garantir fiscalização e responsabilização. Impedir ou dificultar o acesso, ou impedi-los de exercer seu direito e responsabilidade legais é uma violação do processo eleitoral. As alegações incluem: 

  • Assédio contra observadores, tolerado ou realizado pelos oficiais eleitorais; 
  • Impedir a observação real do processamento dos votos; 
  • Tratamento arbitrário e desigual dos observadores; 
  • Recusa de admitir recursos contra seus processos; e
  • Remoção de observadores do local se verbalizassem um recurso. 

Cada uma dessas alegações tem o suporte probatório de testemunhos juramentados de mais de 100 cidadãos de Michigan, pessoas reais, dispostas a enfrentar consequências legais para suas vidas e seu sustento para manter sua palavra. 

Essas alegações merecem toda a nossa atenção e uma investigação diligente para garantir justiça e transparência em nosso processo eleitoral. Precisamos tomar todas as medidas possíveis para que cada cidadão de Michigan, e todos os americanos, tenham confiança de que o estado de Michigan conduziu esta eleição com integridade e precisão. 

Desta forma, e devido a essas questões, estamos requerendo ao secretário de estado que autorize uma auditoria independente completa, para investigar cada uma das acusações listadas acima, antes da certificação de qualquer resultado. Esta auditoria independente deve ser concluída de forma rápida, certamente antes de 8 de dezembro, para que o estado de Michigan possa participar de forma plena quando o colégio eleitoral se reunir em 14 de dezembro. A principal prioridade da auditoria, entretanto, deve ser verificar que nossas leis e procedimentos eleitorais foram administrados corretamente e identificar qualquer ilegalidade que possa ter ocorrido. 

Devido à adoção da Proposta 3 nas eleições ‘midterm’ de 2018, a Seção 4 de nossa Constituição de Michigan garante que “todo cidadão dos Estados Unidos que for um eleitor qualificado a votar em Michigan” tem o direito de “ter os resultados de eleições estaduais auditados, conforme prescrito por lei, para garantir a precisão e a integridade das eleições”. A Legislatura de Michigan determinou isto no Ato Público 116 de 1954.

Qualquer voto processado com uso de fraude ou com obstáculos ilegais localizados em frente aos observadores é um ataque aos votos legais de todo cidadão de Michigan, independente de sua filiação política. 

Todo voto legal deve ser contado. 


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