terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Bolsonaro rebate após o ministro Fachin, do STF, vetar isenção de impostos para importação de armas


Ao conversar com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro criticou decisão monocrática do ministro Edson Fachin, do STF, que suspendeu isenção de impostos para a importação de armas.

Bolsonaro comentou: “Eu reduzi, a CAMEX (Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior) reduziu, isentou os impostos para a importação de armas. O STF, agora, com a decisão de um ministro, vetou. Isso não tem nada a ver com o Supremo, nada a ver. Isso é exclusivo da CAMEX. Esse ministro do Supremo agora vai decidir sobre legislação tributária?”.

Ademais, ele acrescentou: “Eu procuro a fazer a minha parte. Alguns querem que eu extrapole, mas eu não vou extrapolar. Estamos pilotando um transatlântico e mudando o rumo. O pessoal fala, por exemplo que o imposto está alto. O governador de São Paulo acabou de aumentar impostos da cesta básica, dos combustíveis, até de carros para pessoas deficientes que não pagavam impostos. E o pessoal lembra de mim. Os impostos federais, se não me engano, foi reduzido ou zerado para a maioria dos impostos da cesta básica. Durante a pandemia, fizemos isso. Em São Paulo, fizeram diferente”.

Ele também reiterou seu apoio ao voto impresso: “Vai mudar a mesa do Senado e da Câmara agora, em fevereiro. Mudar o resto é com vocês. A gente vai investir no voto impresso, mas depende do parlamento, também”.

O presidente também fez uma advertência a respeito da importância de o país ter responsabilidade nos gastos públicos: “Alguns acham que o auxílio emergencial, que acaba neste mês, é dinheiro que está no cofre. Não é. É endividamento. Alguns querem prorrogar a partir do ano que vem. Não tem como. Sei que isso ajudou muita gente. Foram 5 parcelas de R$600,00 e 4 de R$300,00. Quase R$5 mil, quase mil dólares. Eu falei quase mil dólares e apanhei. Essa imprensa…”.

No ensejo, ele criticou a abordagem da velha imprensa: “Eu não leio jornais e nem assisto ao Jornal Nacional. Quando eu tiver uma folga, prefiro ver o Chaves. Mas o Chaves do México, não aquele que morreu, da Venezuela”. 

Outrossim, ao conversar com um sargento da Polícia Militar, Bolsonaro relatou: “Eu queria colocar em votação o excludente de ilicitude. Você tem que cumprir sua missão e ir para casa descansar, não aguardar a visita do oficial de Justiça. Ninguém quer dar carta branca para você mat* ninguém, quero dar o direito de você sobreviver. Muitos morr* porque raciocinam uma fração de segundos para atirar e o outro lado não raciocina”.

Neste contexto, ele anunciou as ações do governo para o enfrentamento da pandemia: “Devo assinar uma medida provisória amanhã de bilhões para comprar a vacina. A Pfizer, por exemplo, é bem clara no contrato: ‘não nos responsabilizamos por efeitos colaterais’. Tem gente que quer tomar, então toma, a responsabilidade é tua. Para quem está bem fisicamente, não tem que ter muita preocupação. O problema é o pessoal idoso, que tem doença, o pessoal gordinho, barrigudo. Agora, vai custar para nós, para vocês, R$25 bilhões”. 

O chefe de Estado também explicou o que o inspira a enfrentar os problemas do Brasil contemporâneo: “Se matar a economia, morre o Brasil. Se estivesse o Haddad no meu lugar, imagina como estaria o Brasil. Há uma passagem bíblica sobre o que já falei. Se você se mostrar fraco na hora da adversidade, sua força é pequena. Tem de encarar, tem de lutar”.


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