domingo, 20 de dezembro de 2020

Paulo Guedes combate cartéis, expõe como evitar ‘perder’ para a China e tática de Bolsonaro para recuperação econômica


No decurso de participação de debate no Senado Federal, Paulo Guedes, ministro da Economia do Governo Bolsonaro, aventou suas estratégias para recuperar e reindustrializar a economia brasileira, reduzir os juros, estimular o empreendedorismo e desmontar cartéis e lobbies que tentam se apropriar da máquina estatal.

Guedes explicou suas medidas primaciais: “O choque de energia barata, o câmbio no lugar certo, em vez daquele câmbio de 1,80 ou 2,00, sobrevalorizado, destruindo a indústria têxtil brasileira, destruindo a indústria moveleira brasileira, quer dizer, móveis, têxteis, sapatos, tudo que nós fazíamos no Brasil, os brasileiros foram transferindo suas fábricas para a China, para depois trazer de volta para o Brasil. Coisas que poderiam estar sendo feitas aqui. A própria mineração”.

Dessa forma, ele aventou a necessidade de conter as taxas de juros: “Então, tudo isso é uma configuração de um País que quer se reindustrializar, que não vai sobrevalorizar o câmbio, que não vai tributar excessivamente as atividades empresariais; de um País que quer estender o crédito e não mais a juros de dois, três dígitos. Um absurdo! O Brasil precisa estar em um dígito sólido, é juros de um dígito sólido, em vez de juros de dois dígitos, que é um absurdo. E nós convivemos com isso por décadas”.

Ademais, Guedes criticou o cartel bancário que, de acordo com ele, faria “200 milhões de trouxas”: “Nós vamos escapar desse cartel bancário de 200 milhões de trouxas que estão sempre na mão de quatro bancos, quatro empreiteiras, quatro transportadoras. Tudo no Brasil tem quatro. Quando tem muito, tem meia dúzia. Isso é um absurdo. Isso é falta de competição”.

Neste contexto, Guedes frisou a importância de um ambiente de livre concorrência: “O segredo da reconstrução da Alemanha no pós-guerra foi justamente a quebra dos cartéis. Não quebrar no sentido físico e econômico porque ninguém quer quebrar ninguém. É simplesmente o crescimento futuro ser melhor distribuído. Porque, aí sim, passam a ser milhões de empresas lutando e competindo para servir os 200 milhões de brasileiros, em vez de explorar 200 milhões de brasileiros, inclusive legislando em causa própria aqui em Brasília, fazendo lobby aqui em Brasília e capturando orçamentos públicos, subsídios para empresas campeãs, regimes especiais de mercado, regimes especiais tributários. Vamos estar juntos também para tirar esses subsídios e tirar esses regimes especiais.  Então, tem que falar a verdade. Como diz o nosso Presidente, a verdade nos libertará. Então, vamos sempre em busca da verdade”.

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